30:MIN #156 – Aniversário de 3 Anos de 30:MIN – Concurso Cultural Paul Rabbit de Fanficões

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Sejam bem-vindos, leitores e leitoras ao 30:MIN, sua meia hora alucinógena de literatura!

E hoje, Vilto Reis, Jefferson Figueiredo, Cecilia Garcia Marcon e Luís Beber comemoram o aniversário de três anos de 30:MIN quase morrendo de rir lendo Fanfics incríveis escritas pelos ouvintes.

 

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Assista também a versão em Vídeo:

 

Concurso Cultural Paul Rabbit
de Fanficões do 30:MIN

 

SUBMISSÃO #01
por Leonardo Siviotti

[expand title="O príncipe mais azarado de todos os tempos"]

Transformado em sapo por uma bruxa e magicamente banido para outra dimensão, fora lambido por um estranho cheio de curiosidade (ou desejo?), que ainda compartilhou sua humilhação para centenas de ouvintes em um podcast. Só agora começou a se recuperar do trauma. Sua maior motivação vem do trabalho com caridade. Ajuda pequenas criaturas a atravessarem o rio. Como o escorpião que carrega despreocupado em suas costas.

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SUBMISSÃO #02
por Olinda Pina Gil

[expand title="Texto para o vosso aniversário"]

Pousou o isqueiro, não acendeu as velas, preferiu a iluminação do ecrã. Era melhor conversa que uma cantiga solitária de aniversário. Felicidades!

http://www.olindapgil.blogspot.com.br

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SUBMISSÃO #03
por Marina Otero

[expand title="Japoneses e semelhantes orgias"]

Depois do profundo luto da morte de seu sugardaddy Gabriel Garcia Márquez, Gustavo Magnani Márquez entregou sua cadeira cativa do 30 minutos ao metamorfo Jefferson Figueiredo, às vezes sapo, às vezes Jefferson.

O que o sapão que todos amavam não sabia era que Vilto Reis, host mais barbudo e amado por seus nudes impublicáveis, escondia um segredo.

Com a ajuda da fadinha vermelha, Cecilia Garcia Marcon, e seu pó de coca refinada e colombiana, Jefferson teve visões mostradas pelo fundo, muito fundo de seu terceiro olho. Conduzido pela drag mais maravilhosa de todos os sonhos, Beber, loiríssima e glamazônica, Jefferson pôde chegar aos sonhos mais profundos de Vilto Reis, que faziam o querido host gemer o nome de seu objeto de adoração erótica mais intensa: Murakami.

A surpresa de Jefferson foi que, ao invés de Vilto usar o presente que havia lhe dado com tanto carinho, o Carlão de plástico, a “fetichização” da cultura japonesa o fez ver a katana em cima da cama com outros olhos: o terceiro.

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SUBMISSÃO #04
por Victor Araujo

[expand title="O Novo Aleph"]

Meus amigos me perturbaram por dias, afirmando uma descoberta inacreditável: um Aleph. Como se isso não fosse absurdo por si só, esse Aleph ainda tinha uma diferença: não foi feito para ser visto, e sim sentido pelo paladar. Insistiram até eu ir à casa de Jefferson sentir com minha própria língua.

Entrei no seu quarto e fitei o pequeno anfíbio amarelo pulando em seu cativeiro até as mãos de Jeff. Tomei coragem e rocei a língua na pele lisa.

Vi tudo que Borges viu. Lembrei das feições de Beatriz por ele.

Mas uma cena ficou gravada em minha memória: Uma rainha ruiva beijando sua madrinha de casamento a pedido de seu noivo. Por algum motivo, o Aleph não me mostrou o que veio a seguir. Tenho que lamber o sapo de novo para saber se rolou um ménage.

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SUBMISSÃO #05
por Maurício Piccini

[expand title="Vontade de seguir ou o juízo foi embora?"]

A porta rangeu antes mesmo de Cecília tentar abri-la. Ou seria só sua respiração? Na mão, a maçaneta pulsava no ritmo surdo da música do outro lado. Ou seria taquicardia por abstinência de café? O que me aguarda hoje nessa merda?, pensava Cecília. Com o giro do punho, o silêncio deu lugar à música eletrônica descompassada por instrumentos estridentes de cordas sintetizadas. Ou seriam os sonhos de Cecília agonizando quando finalmente atingiram o fundo do poço?

Em meio ao neon e à fumaça de – ra-ram – gelo seco – ra-ram! –, Vilto apontava para o teto com uma mão e equilibrava um copo de plástico com a outra. Jefferson cabeceava dengoso um soco de sua mão direita. Mão esquerda na barriga, dedos para baixo por trás do cinto. Afrouxavam os joelhos pra lá. Afrouxam os joelhos pra cá. Afrouxavam os joelhos pra lá. Afrouxam os joelhos pra cá.

– Porra, caralho! Que merda é essa?

– É aniversário do quésti!

– Porra, passa essa tequila pra cá, então.

 

http://www.mauriciopiccini.com.br/

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SUBMISSÃO #06
por Izabel Galdino

[expand title="Fanfic Metamorfoseada"]

Quando certa manhã Vilto Reis acordou de sonhos intranquilos, encontrou-se em sua cama metamorfoseado num sapo monstruoso. Ao se olhar no espelho ficou preocupado. Como um sapo saltitante gravaria um podcast?

“Cecília está na sala, posso pedir ajuda para ela” – ele pensou. Mas quando apareceu, Cecília tomou um susto, teve um ataque de asma e sua bombinha havia sumido.

– Socorro – disse ela com a voz rouca.

O herói saltitante procurou a bombinha pela casa toda, porém não a encontrou. Só restava chamar o Jefferson para ajudar.

– JEFFERSON, A CECÍLIA ESTÁ MORRENDO! – tentou gritar, mas a única coisa que saiu foi um coaxado esquisito. Jefferson surgiu do além, porém não para ajudar Cecília, e sim para lamber o Vilto.

Jefferson saiu enlouquecido pela casa atrás do Vilto enquanto Cecília agonizava no sofá.

– Cadê… a… minha… bombinhaaa…? – disse ela com mais dificuldade.

Quando finalmente colocou suas mãos no pequeno sapo, Jefferson acordou do sonho esquisito metamorfoseado num golfinho.

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SUBMISSÃO #07
por Hudson Araujo

[expand title="Fanfic 30:MIN"]

– Então… O que te trouxe aqui?

– Muito Bonito.

– Como?

– O consultório.

– Ah, sim, que bom que gostou, Acabamos de reformar. Então, no que posso te ajudar?

– Eu… sinto como se tivesse pessoas na minha cabeça.

– O senhor…

– Me chame de H.L.

– Certo, você ouve vozes H.L.?

– Ouço sim.

– E quando é que elas aparecem?

– Quando leio.

– Você gosta de ler?

– Sim, na verdade Trabalho com isso. Estava lendo esse aqui antes de entrar. O Grande Gatsby, já leu?

– O que o livro tem a ver com as vozes?

– Bem, eu sinto várias coisas enquanto leio. Uma acha que o livro é ótimo, o outro não gosta, mas acha bem escrito, e o outro simplesmente detesta.

– Então são três vozes?

– São mais como pessoas… E eram quatro, mas depois que escrevi um livro uma delas sumiu.

– Você dá nome pras vozes?

– Sim, cada um tem uma personalidade. Uma mulher e dois caras. Isso diz alguma coisa sobre mim? Estou ficando louco?

– Talvez seja algo que se resolva fácil com medicação.

– Obrigado Doutor.

– Pode me chamar de Beber, Luiz Beber

 

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SUBMISSÃO #08
por Lucas Litrento

[expand title="De Como um gato ganhou outro nome (Versão de Cinema)"]

Um gato caminhava nas ruas movimentadas de Blumenau. De vez em quando, roubava um petisco. Até que viu um copo descartável esquecido por um bêbado que saía gritando no meio da noite: é o Paulo Coelho ali, corre!

Só tinha tomado cerveja uma vez e o resultado foi desastroso: ficou com seis vidas. Mas não hesitou. Virou o copo — da maneira felina de virar copos de bebida. Voltou a caminhar pelos becos. Logo se cansou e dormiu nos fundos de uma igreja evangélica, ou era uma casa de shows? Não conseguiu distinguir. Estava bêbado.

Horas depois, acordou. Estava diferente. Sentia uma barba considerável, muito aquém da realidade de seu bigode modesto. Sentiu polegares e vontade de escrever. De suas entranhas brotava uma voz pronta para dar conselhos literários. Ainda era Borges, mas, de alguma forma inexplicável, era Vilto. Esse nome ecoou por dentro.

Correu para o quarteirão de baixo em busca de Patrícia, ela tinha experiência em ressacas. Ao chegar no telhado da padaria, encontrou a gata ruiva. Borges/Vilto contou toda a história para a amiga, que ouviu com um sorriso tímido. Por fim, com sotaque paulista, ela miou:

— Roubei uma latinha de cerveja ontem. Já gravei dois podcasts e também me chamo Cecília.

 

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SUBMISSÃO #09
por Meire Ellen Casal

[expand title="Pesadelo"]

Numa noite qualquer Beber ouviu a campainha de sua casa. Ao atender a porta percebeu que não havia ninguém, apenas um envelope com as iniciais ‘P.R.’ com convites para o lançamento de um livro, um jantar de gala.

Chegando ao local se deparou com uma mansão onde foi recebido pelo mordomo que não disse uma palavra, apenas indicou o caminho.

Havia um grande salão com uma enorme mesa de jantar, iluminada apenas por velas, onde encontrou vários rostos conhecidos, desde escritores até seus amigos Cecília, Vilto, Jeferson e Gustavo. Suspirou de alívio e foi sentar-se com eles.

Após se fartarem com um incrível banquete, finalmente os convidados foram surpreendidos pelo anfitrião que adentrou o recinto usando um sobretudo preto com uma expressão sarcástica no rosto.

– Porque as caras de surpresa? – ao estalar os dedos, grilhões surgiram prendendo cada convidado à sua cadeira. – Tenho visto na internet muitos comentários maldosos a meu respeito, mas nem todos aqui ainda me conhecem, então Brida, por favor, vamos começar por aquele…

Uma mulher entrou na sala trazendo consigo com um exemplar do ‘Diário de um Mago’ e o colocou em cima da mesa aberto. Antes que começasse, todos à mesa gritaram juntos.

Então ele despertou.

– Acho que cochilei, nossa tive um sonho horrível! – então a campainha tocou.

Não havia ninguém, apenas um pacote com as inicias ‘P.R.’ com um exemplar do ‘Diário de um Mago’.

– Nãããão!

 

 

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SUBMISSÃO #10
por Julio Soares

[expand title="FANFICÃO"]

Era um dia comum na vida de Cecília. Quando terminou de dar aula, ficou pensando no prato que faria para o jantar, aprimorando as receitas que havia aprendido no curso. Ela se lembrou de verificar o celular, porque o Vilto havia ligado várias vezes e mandado mensagens, mas que ela não pôde responder por estar ocupada.

 

“Vamos ver o que ele quer, não é mesmo?”, pensou. Decidiu começar pelas mensagens e a primeira que ela leu estava escrito: “Ceci, o Paul Rabbit nos colocou em sua lista negra. Está no site dele”. Cecília puxou o notebook da bolsa e foi conferir. Estava lá: Cecília Garcia Marcon, Vilto Reis, Jefferson Figueiredo e Luis Beber.

 

– Cecília, poderia vir na minha sala? – pediu sua chefe.

– Claro, um minuto.

Cecília liga para Vilto que atende rapidamente.

– Já viu?

– Sim. E agora? O que vai acontecer?

– Você não deve saber ainda, mas o Homo literatus saiu do ar. Todos os links do 30 Minutos foram apagados da internet e até o meu projeto do Catarse foi excluído.

– Não vai ter o Gato?

– Vamos dar um jeito.

– O que vai acontecer agora conosco? Isso não pode acontecer, é algo totalmente orwelliano. Já ligou pro Jefferson?

– Sim. Ele não pode sair do Rio Grande do Sul. Todas as fronteiras foram fechadas para ele.

 

– É melhor eu ir falar com você em casa. Eu estou saindo e vou diretamente pra lá.

– Tudo bem. Tchau.

 

Cecília foi até a sala de sua chefe, descobrindo que foi despedida. Irritada, Cecília volta para casa e encontra César, contando-lhe tudo que estava acontecendo.

 

– Eu preciso falar com o Vilto pelo skype.

– Mas será que “eles” não vão grampeá-la?

– Provavelmente, mas o que eu posso fazer? Ir pra Blumenau?

 

Cecília e Vilto entram em contato pelo skype.

 

– Ceci, o Beber teve uma boa idéia: Ele vai entrar em contato com o Danilo para que ele possa pedir ajuda pras pessoas do nosso grupo do facebook.

– Sim, boa idéia, mas o que eles poderão fazer?

– Derrubar o sistema.

 

A noite passou com a Cecília e o César pensando em algo que pudessem reverter tudo isso, quando pela manhã o Vilto liga.

 

– Ceci, o Danilo disse que 80% do nosso grupo estão conosco, mas ainda não sabemos bem o que fazer.

– E se todos derem notas baixas no skoob para os livros dele, acabando com a reputação?

– Já pensamos nisso, mas pra ele não importa a qualidade, mas a quantidade de pessoas, e isso nós estaríamos dando pra ele. Eu falei com uns escritores amigos meus e um deles disse que pode nos levar de carro para qualquer lugar e isso vai nos levar para o limite do mundo conhecido. Nós vamos visitar o Jefferson.

 

No fim do dia apareceu um carro em frente à casa da Cecília.

 

– Eu vou com você.

– Não precisa, César. Fique aqui e se cuide, Eu te amo,

– Eu também.

Cecília entra no carro com Vilto e o amigo escritor dele.

– Então, qual o plano do Jefferson?

– Eu também não sei.

 

Depois de horas de viagem, os três chegam em frente a casa do Jefferson.

 

– Eu não acredito que conseguimos chegar mesmo com toda a perseguição sobre nós.

– Você não me reconheceu, não é? Eu sou um escritor importante.

– Isso Ceci, ele não é famoso, mas é importante.

– Nossa! Você é o escritor que escreveu o…

– Isso mesmo.

– Vamos Ceci. Obrigado, lhe devo uma.

 

Os dois entram na casa do Jefferson e o veem sentado numa poltrona, alisando um sapo na mão, com várias pessoas no cômodo.

 

Vilto, Ceci, vocês demoraram – disse sorrindo.

– O que está acontecendo?

– Amigos, essas pessoas são do culto à obra de Érico Veríssimo. Eu estava negociando com eles e eles me disseram que podem destruir a lista e que tudo poderá voltar ao normal.

– E qual será o preço?

– Um cast para cada obra dele. Bah! Vamos fechar nosso acordo com um grande festejo! – e começou a rir com o sapo em sua mão.

 

 

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Editado por Luis Beber

Vilto Reis Author

Escritor, Editor-chefe do Homo Literatus, Diretor da RUSGA - Cursos Para Escritores, Publisher da Editora Nocaute e autor do romance Um gato chamado Borges (Nocaute, 2016).