30:MIN #171 – Literatura Gaúcha e outros Bairrismos

Literatura Gaúcha

Sejam bem-vindos, leitores e leitoras ao 30:MIN, sua meia hora alucinógena de literatura. Nesta edição, Vilto Reis, Cecília Garcia Marcon e Jefferson Figueiredo abrem mão do bom senso e decidem discutir sobre como o Rio Grande do Sul trata sua literatura regionalista e como estabelecer uma “Literatura Gaúcha” afeta a percepção dos habitantes do estado.

 

E NESSE EPISÓDIO: QUEREEENCIAAAAA AAAMAAAAADAAAA; seria Jorge Amado um escritor de literatura regionalista? Seria Daniel Galera escritor de literatura regionalista? seria Vilto Reis um personagem de literatura regionalista? E afinal de contas, o que é literatura regionalista?

 

Sem recadinhos hoje, pedimos desculpas a todas as duas pessoas que gostam deles 🙁

 

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E nessa semana: Qual a sua posição sobre o establishment da identidade gaúcha também através da secessão literária?

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Editado por Luis Beber

Luís Beber Author

Editor de podcast mas sonha em ser detetive de animais.

Comments

    Presidente Exumador

    (Janeiro 31, 2017 - 10:15 am)

    Não vemos o tal regionalismo em SP pelo simples motivo do estado não ter uma identidade/personalidade. Não é como Bahia ou Rio Grande do Sul que com uma imagem você consegue identificar a região. Bom, talvez com uma foto da Cracolândia vc identifique São Paulo, tirando isso…

    OLucasConrado

    (Fevereiro 1, 2017 - 12:49 am)

    Fala pessoal, beleza?

    Já tem algumas semanas/meses que escuto o podcast de vocês e resolvi escrever agora. Se não me engano, o primeiro que ouvi foi sobre Graciliano Ramos. Gostei e ouvi outros episódios.

    Tem 10 anos que quero conhecer o Rio Grande do Sul e neste sábado (4 de fevereiro), finalmente vou viajar para Porto Alegre. E barbaridade, quero olhar as livrarias e tirar foto das prateleiras de literatura gaúcha.

    Sou mineiro e vejo um pouco desse bairrismo também em Minas. Não tão forte quanto o gaúcho, mas ele existe também. A imprensa mineira é chata. Acontece um atentado terrorista em Londres e a capa do Estado de Minas é: Mineiros relatam como foi o ataque em Londres. Avião cai na Etiópia e O Tempo publica: Mineiro deixou de voar para a Etiópia e escapa da morte. O mundo vai acabar e o Hoje em Dia publica: Como os mineiros estão se preparando para o apocalipse.

    Quando houve o tal golpe militar no meio de 2016 na Turquia, a chamada do Estado de Minas foi: “Golpe na Turquia pode atrapalhar a homologação da Pampulha como patrimônio mundial da humanidade”. SÉRIO.

    Mas, apesar dessas patacoadas da imprensa mineira, é um bairrismo menos forte que tenho a impressão de existir no Rio Grande do Sul. Moro no Rio de Janeiro e dá pra ver que o turista é gaúcho porque tá com sua garrafa térmica e sua cuia de chimarrão. Você não vê os mineiros aqui andando com cesta de pão de queijo. O mineiro gosta de Minas, você vê várias estátuas de escritores mineiros espalhados por Belo Horizonte, vira e mexe, uma camisa Libertas Quae Sera Tamen, mas não tem esse negócio de querer se separar do Brasil.

    Agora, eu acho São Paulo um tanto bairrista sim. Mas é um bairrismo diferente do que vemos no Rio Grande do Sul ou em Minas. Tenho a impressão de que paulista olha muito pra si. Vai assistir ao noticiário dito “nacional”. Vai ver o “Brasil” Urgente. Tá certo, o programa é ruim em vários aspectos, mas o apresentador mostra o engarrafamento da Marginal Tietê como se isso fosse afetar a vida do pessoal em Salvador. Toda hora é corte ao vivo pra alguma coisa que tá acontecendo em São Paulo, mas é uma banalidade de cidade grande, que acontece em todas as capitais. Você vai ver noticiário esportivo, em especial da Band e da Record, é só São Paulo, Corinthians, Santos e Palmeiras. Ainda falam um pouco dos grandes do Rio. Mas pra darem algum destaque pra Atlético, Cruzeiro, Grêmio, Inter, Bahia, Vitória… esses times tem que estar fazendo algo extraordinário, tipo tá vencendo uma Libertadores, fazendo milagre a cada rodada. Ainda assim, só vão mostrar isso depois de mostrarem como foi o treinamento do Palmeiras pra rodada do Brasileirão que não vale nada pra ele.

    OK, a imprensa mineira também é assim, como comentei lá em cima. Mas o que ela publica fica restrito a Minas Gerais.

    Enfim, sobre escritores catarinenses, por acaso ouvi o podcast jogando videogame e do meu lado estava esse livro: Três Céus, escrito pelo manezinho de Floripa Enderson Rafael. Ele ainda escreveu um romance adolescente chamado Todas as Estrelas do Céu, no qual o ato final acontece em Florianópolis. https://uploads.disquscdn.com/images/d17cf4deea6b068819744df96e0507f09e2228dfb33a1dfed9213fa593a982c9.jpg

    Enfim, ótimo programa, ótima discussão! Já no aguardo para os próximos podcasts!

    Lucas Conrado
    28 anos
    Agente de Check-In
    Rio de Janeiro

    Carlos Boto Das Grota

    (Fevereiro 8, 2017 - 4:12 pm)

    Adorei o programa, esta otimo, divertido e no geral concordo com a maior parte do dito, sou gaucho, mas sou obrigado a criar um contraponto em:
    A regiao sul não diz que é diferente nem quer ser diferente do resto do Brasil, mesmo porque nossa historia começa com decadas de sangue defendendo a fronteira da regiao, a questão é que ainda somos um pais muito jovem e o periodo que passamos isolados do resto do mundo, criando uma irmandade forte pela nossa historia de sitios e guerrilhas contra diversas situações digamos, comparado ao periodo em que o mundo realmente se globalizou, é ainda recente, para as regioes do interior mais, e muito vivo a questao das revoluções, o que reforca que so as coisas daqui sao aceitas, sao verdadeiras. o que leva a questão das prateleiras com titulos exclusivos, rotulos sao perigosos, mas não acho que seja uma questão bairrista, é uma questão comercial, pois por mais que diversos escritores tenham sua escrita universal em nosso estado, outros muito nao, e escrevem com nosso coloquio local, que as vzs é de impossivel leitura, então o rotulo é para os desavisados irem com cautela e não haver contratempos nas vendas, somente isso, assim como tem a questão do regionalismos sim, que concordo é um saco um livro que fica so enaltecendo um periodo ou local…

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