30:MIN #184 – Depressão e Suicídio

Depressão e Suicídio

Sejam bem-vindos, leitores e leitoras ao 30:MIN. Nesta edição, Vilto Reis, Cecília Garcia Marcon e Jefferson Figueiredo conversam sobre depressão e suicídio, um assunto sensível que entrou muito em discussão recentemente por conta da série 13 Reasons Why e o aliciamento de crianças e adolescentes para o “jogo” Baleia Azul.

O CVV – Centro de Valorização da Vida realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, email, chat e Skype 24 horas todos os dias.

 

 

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Editado por Luis Beber

Luís Beber Author

Editor de podcast mas sonha em ser detetive de animais.

Comments

    AJ Oliveira

    (Maio 2, 2017 - 1:49 pm)

    Escutar esse episódio e não comentar é como receber flores com um sorriso no rosto e tacar no asfalto segundos depois. Então vamos lá.

    Estão todos de parabéns pelo episódio, desde o aviso de prevenção até o fim. Ultimamente, vejo os mais diversos veículos abordando o assunto suicídio com a mesma propriedade com que abordam a relevância do tráfico de armas na Xexenia (daí pra baixo). Não que essa moda de falar sem base em nada me surpreenda, mas quando vemos uma “folha de SP” da vida disseminando porcamente que séries e “brincadeiras” estão causando o suicídio de centenas de pessoas, a minha vontade é explodir essa onda caça-cliques e desinformação.

    O Brasil ta aí, concorrendo cabeça-a-cabeça na liderança do ranking de mortes por suicídio e mesmo assim a coisa é tratada como uma doença invisível. As famílias das vítimas não falam sobre o assunto, a igreja condena o ato (inclusive proíbe de velar o corpo de alguém que cometeu o suicídio, fiquei chocado quando soube disso), As unidades hospitalares tratam aqueles que “falharam” com certo desdém, chegando a deixá-los à própria sorte. Enfim, é um assunto complicado, extenso e que deve ser conversado não só nessa época ,em que a coisa está em voga, mas no nosso cotidiano daqui pra frente.

    Sobre a série, vejo que há dois lados no que se refere à romantização, ou não, do suicídio.

    1- É compreensível o protesto de que houve certa irresponsabilidade dos Showruners, no que se refere as escolhas da cena que a garota se suicida, pois mesmo que hajam duas alas na psicologia com teorias contrárias sobre o complexo de Werther, arriscar numa série cujo o publico é exatamente o mais propenso ao risco de suicídio é, literalmente, tacar merda no ventilador pra fazer com que todos olhem para o problema invisível.

    2- Por outro lado, é inegável que a iniciativa deu certo. Não faço ideia sobre o preço que foi pago (ou mesmo se houve um preço), já que há uma ala, na qual acredito em partes, que prega que ninguém comete suicídio por causa de um problema pontual – é o mesmo argumento que rebate aquela discussão de “Os vídeo-games estão criando assassinos” onde o material não é culpado pelas tendências que o usuário possa ter – pois se as pessoas caíram em tamanha desesperança, boa parte é dado à falta de diálogo e ao medo da repressão com a simples impossibilidade de abordar o tema sem ser observado como alguma espécie de alienígena, pelos seres “normais”.

    Levantado esses pontos, não acho que algum esteja 100% certo ou errado, até por que o mais importante nessa história é a forma com que o assunto começou a ser tema de rodas de boteco, nos papos de barbearia e nas filas dos mercados. Isso já dá pontos incríveis pra iniciativa da série (que eu também acho que deveria ser um pouco mais adulta, mas que se fosse, talvez não alcançasse o tamanho que alcançou), sem contar que como o número de ligações para o 141 aumentaram a ponto de colocarmos essa vitória também na conta da representatividade. Mais uma vez, uma determinada minoria percebeu que não é tão invisível como pensa e que há quem ainda zele por suas respectivas existências.

    Novamente, muito obrigado pelo episódio e me desculpem pelo textão xD

    Antonio Chaves

    (Maio 9, 2017 - 10:43 am)

    Cecília, você existe? Kkkk

    Por vezes, acho que você é um devaneio lírico da minha mente perturbada (com total respeito ao vosso matrimônio).

    O Andrew Solomon é uma sumidade sobre o tema. No livro “Demônio do meio-dia” ele consegue alinhar sensibilidade a diversas informações técnicas sobre o tema.

    Tomo a liberdade de indicar um livro (ficcional – nacional): “A maçã envenenada” – Michel Laub. Vale a leitura.

    Voltando ao Sr. Solomon, segue o link de uma palestra do cara no “Ted Talks”: https://www.youtube.com/watch?v=RiM5a-vaNkg (no canto inferior direito da telinha do vídeo, há um recurso para ativar as legendas em português).

    Parabéns pelo podcast!

    Abraço, galera!

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