Autor: Mariana Guida

Eu não “lido” com a literatura: há entre ambas uma dinâmica que envolve, a cada livro, a cada parágrafo, a cada estrofe, uma troca de potências, saberes e afetos. A mim interessa apenas experimentar cada vez mais imergir neste processo e procurar traduzi-lo de modo a cativar nas pessoas o desejo de provar a literatura e por-se à prova dela.

Clarice, eu, você e a barata

Certa vez, em uma conversa sobre Clarice Lispector, eu disse (não imune às piadas dos colegas que isso me rendeu por algum tempo) que ao ler a paixão segundo GH…

A não bibliografia de Pierre Bayard

Pierre Bayard e a dúvida: Como falar dos livros que não lemos Nunca li uma palavra sequer de Cervantes, tampouco de Tolstói. Presenciei alguns dos percalços do Ulisses homérico e…

Sobre memórias imaginadas e ficções vividas em Ricardo Piglia

Nos liames da literatura, da crítica e da política, a obra de Ricardo Piglia demonstra-nos como a narrativa pode trazer à tona a experiência do desespero, do silêncio e da…

O corpo que pulsa e a voz que estremece em ‘A obscena senhora D.’, de Hilda Hilst

Hilda Hilst não foi, definitivamente, a típica mulher do interior paulista do começo do século XX A poeta e ficcionista Hilda Hilst, falecida em 2004 na então famosa “Casa do…

Manuel de Freitas e o ocaso excitante de um poeta sem qualidades

O poeta nos lembra de que a poesia inscreve um tempo, um lugar, um sentimento Ainda pouco lido e divulgado no Brasil, o poeta e crítico Manuel de Freitas apresenta…

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