59ª Feira do Livro de Porto Alegre/RS: Ler é Poder

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Feira do Livro2013

A 59ª Feira do Livro de Porto Alegre/RS ocorreu entre os dias 1º/10 e 17/11/2013 na Praça da Alfândega. O evento cultural já faz parte da tradição da capital do Estado, proporcionando aos gaúchos e visitantes momentos de alegria e prazer. Com diversas manifestações culturais e artísticas, a Feira do Livro trouxe para os seus visitantes, não apenas um evento grandioso que cresce e aparece em todo o país, mas um momento de aconchego entre amigos e livros. Foi o encontro não somente de escritores, ilustradores, contadores de histórias e afins, mas um encontro da comunicação escrita e visual. Um momento de troca de vivências e de aprendizagens.

Essa edição da Feira do Livro contou com mais de 700 sessões de autógrafos, mais de 150 eventos em salas (mesas-redondas, palestras, seminários), 31 oficinas ligadas ao livro e à criação literária, 31 eventos artísticos e culturais, a presença da literatura internacional e uma área dedicada a crianças e jovens, com 293 atividades na Área Infantil e Juvenil e no ciclo A Hora do Educador, cujas atividades ocorreram em suas dependências.

PatronoPatrono da Feira, Luís Augusto Fischer

Em entrevista à Revista da Feira do Livro, o patrono Luís Augusto Fischer, nascido em Novo Hamburgo, em 1958, mas que vive na capital desde o seu primeiro ano de vida, colunista de jornal, cronista, escritor, ensaísta, professor e roteirista para trabalhos em DVD e filmes afirmou que “(…) como patrono, continuo a ser essencialmente um leitor que frequenta a Feira e, por isso, olha para ela com a mesma ênfase, a partir da mesma perspectiva”. Ao ser questionado pela Revista da Feira do Livro sobre como é feito um livro inesquecível para o leitor, o patrono respondeu:

São tantos os exemplos que nem sei se tem como especificar. Em matéria de literatura, no sentido de romance, poesia, etc, sempre há os clássicos de interesse duradouro (Cervantes, Shakespeare, Borges, Machado de Assis, Kafka), assim como sempre aparecem novos casos de leitura candidata a inesquecível. Mas também há livros irresistíveis que podem passar a ser companhia inesquecível – livros de História, de ensaio, de ciência, tanta coisa. O essencial mesmo é que ele tenha capacidade de me subtrair ao fluxo do cotidiano, para melhor iluminá-lo.

Em minhas andanças pela Feira, que teve como slogan: Ler é Poder, pude constatar a grande movimentação de pessoas que foram ao evento em busca de novidades, emoções e lazer. Afinal, a visita à Feira também é momento de prazer e alegria. Momento de encontrar com amigos, fazer novas amizades, estar presente em sessões de autógrafos com seus autores preferidos e conhecer novos escritores. Um momento de troca e aprendizagem.

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Fiquei feliz em constatar que ainda há muitas pessoas que se interessam por literatura. Pais, escolas, visitantes em busca de palavras, sonhos e enriquecimento cultural. Por entre os stands distribuídos ao longo da Praça da Alfândega, o povo caminhou, procurou e encontrou diversos espaços que continham uma vasta quantidade de opções de livros para a compra. Os livreiros e as editoras estavam lá com seus livros ‘mágicos’ a fim de saciar as vontades e curiosidades dos leitores. Alguns foram em busca de livros previamente selecionados, mas outros tantos leitores foram em busca de novidades no que diz respeito às letras e viagens literárias.

Se Ler é Poder, ler também é sinônimo de Poder Ser um Cidadão atuante e crítico no mundo em que estamos inseridos. A leitura, além de nos proporcionar entretenimento, nos ajuda a estar mais “a par” do que nos rodeia política e socialmente. A Literatura faz os mares e as distâncias geográficas encurtarem, mas de uma forma fantástica que se estendermos nossos braços, poderemos até ‘tocar um país’ distante. A Literatura tem esse dom: aproximar pessoas e sonhos.

A Área Infantil e Juvenil esse ano ficou situada também na Praça da Alfândega, entre a Av. Mauá e a Rua Siqueira Campos. Infelizmente, percebi que o número de Stands, devido a esse espaço reduzido, anteriormente essa área localizava-se à beira do Guaíba, diminuiu o que fez as “famosas maletas-brinquedos” ganharem destaque mais do que os livros propriamente ditos. Triste, pois a Literatura Infantojuvenil, além de entreter e dar prazer tem um “Q” de ‘obrigatoriedade’ de dar início à formação do leitor. Mas com tantos brinquedos disfarçados de livros que não oferecem nenhum conteúdo literário disponível e tão à mão de pais afoitos e enlouquecidos com os seus pequenos pimpolhos, ficou difícil resistir às tentações e dar uma pesquisada e garimpada entre os demais Stands à procura da verdadeira literatura. Mas ficou plantada a sementinha do ‘quero mais no ano que vem’ e, dessa forma, teremos no ano que vem uma nova oportunidade de pesquisar, encontrar e se deliciar com novos títulos e obras de qualidade literária.

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Patrono 2013
Junto com o patrono da Feira, Luís Augusto Fischer

Por fim, fica aqui registrada a minha alegria em ter participado como visitante, escritora, professora e colunista desse evento cultural que tem um valor imenso para o povo gaúcho e para o nosso país. Ano que vem, estaremos comemorando 60 anos de Feira.

Luz e livros a todos.

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Cláudia de Villar é professora, escritora e oficineira. Formada em Letras pela FAPA/RS, especialista em Pedagogia Gestora e em Supervisão Escolar. A escritora tem alguns livros já publicados para o público infantojuvenil e adulto. Atua também como colunista de alguns jornais do RS (Jornal de Viamão e Jornal Floresta) e colabora com um texto mensal para o site Artistas Gaúchos. Desde agosto de 2013 é uma das associadas da AGES (Associação Gaúcha de Escritores). Cláudia afirma que é professora por opção profissional e escritora por vocação. Ler, escrever, criar e sonhar faz parte da composição de seu SER.