Envie seu conto para a 4ª edição da revista Pulp Fiction – Hitchcock quer você!

A revista Pulp Fiction receberá contos até o dia 1º de Agosto

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Por que você ainda não enviou seu conto?

Mal lançamos a Pulp #03 e veio uma porrada de gente perguntando quando poderiam enviar contos para a próxima edição. A hora é agora! O foco da revista é o mesmo. Contos de enredo. Histórias, viradas, plot points, essas coisas. Nada contra contos de linguagem, mas não é o objetivo da Pulp.

E o tema é Alfred Hitchcock/Suspense. Eu não poderia estar mais feliz por isso. Fiz até um TCC sobre o assunto (se alguém tiver saco, pode assistir minha apresentação aqui).

No final do post, há um suplemento com informações obre o tema, caso se interessem. E sempre vale à pena conferir o post: 12 Erros mais comuns nos contos de quem não foi publicado na Pulp Fiction.

Preparado para escrever sua história de suspense e enviar para a revista?

Então mande seu conto para: revista@homoliteratus.com

O e-mail deve ter como título: “conto”. Nele, deve conter o arquivo (em doc ou docx) com o nome do conto. No corpo do e-mail apenas o nome do autor. Não serão aceitos contos no corpo do e-mail ou outro formato além de doc e docx. No arquivo do conto, envie também sua bio (nome e descrição de quem é você) com no máximo 500 caracteres no final do arquivo.

Não serão respondidos e-mails com perguntas. Caso tenha dúvidas, pode fazê-las aqui mesmo no post.

Data limite de envio: 1º de agosto de 2016

Tamanho do conto: entre 1 e 10 laudas (consideraremos uma lauda 2100 caracteres com espaço – o mesmo que uma página A4, em fonte Times New Roman, tamanho 12, espaçamento 1.5, com 2,5cm de margem).

Difícil? Temos um vídeo bem instrutivo em caso de dúvidas.

TEXTOS DESFORMATADOS OU QUE NÃO SEGUIREM ALGUM DOS PONTOS ACIMA SERÃO DESCARTADOS.

Temática: Alfred Hitchcock/Suspense

Previsão de lançamento: Setembro de 2016

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Tome café com suas feras. Domine suas histórias. Escreva e mande pra Pulp.

Importante

Você pode enviar quantos contos quiser.

Não publicaremos contos postados em revistas literárias nem em blogs. Só serão publicados contos inéditos.

Serão selecionados dez contos para a revista com base nos critérios apresentados. Os autores não serão remunerados, sendo esta uma publicação apenas com o objetivo de divulgar os escritores e apresentar uma parcela diferente da produção nacional literária.

Teremos edições impressas. Caso o leitor deseje ter a Pulp Fiction no formato físico, poderá adquiri-la via pedido. A versão digital (em PDF, Mobi e Epub) continuará grátis, mas a impressa terá custos. Em breve, divulgaremos mais informações.

Ao enviar o conto, o autor está ciente que ele deverá ser publicado caso haja uma versão impressa, cujos valores servirão apenas para custear a impressão.

Nenhum autor será avisado antes do lançamento se seu conto foi selecionado.

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Suplemento – O que é suspense (para Hithcock)?

Basicamente, suspense/mistério/surpresa é o que nos atém a uma história desde sempre. Mais do que ninguém, Alfred Hitchcock sabia disso. Para ele, suspense é aquilo que o público sabe e o personagem não. Melhor deixar o mestre ilustrar tudo isso:

A diferença entre suspense e surpresa é muito simples, e costumo falar muito sobre isso. Mesmo assim, é frequente que haja nos filmes uma confusão entre essas duas noções. Estamos conversando, talvez exista uma bomba debaixo desta mesa e nossa conversa muito banal, não acontece nada de especial, e de repente: bum, explosão. O público fica surpreso, mas, antes que tenha se surpreendido, mostraram-lhe uma cena absolutamente banal, destituída de interesse. Agora, examinemos o suspense. A bomba está debaixo da mesa e a plateia sabe disso, provavelmente porque viu o anarquista colocá-la. A plateia sabe que a bomba explodirá à uma hora e sabe que faltam quinze para a uma – há um relógio no cenário. De súbito, a mesma conversa banal fica interessantíssima porque o público participa da cena. Tem vontade de dizer aos personagens que estão na tela: ‘Vocês não deveriam coisas tão banais, há uma bomba embaixo da mesa, e ela vai explodir’ (TRUFFAUT, François; SCOTT, Helen. Hitchcock/Truffaut: entrevistas, edição definitiva. Tradução de Rosa Freire de Aguiar – São Paulo: Companhia das Letras, 2004. p. 77).

Vale também indicar alguns filmes de Hitchcock:

  • Dial “M” for murder, de 1954 (Disque M para matar)
  • Rear Window, de 1954 (Janela Indiscreta)
  • Vertigo, de 1958 (Um corpo que cai)
  • Psycho, de 1960 (Psicose)
  • The Birds, de 1963 (Os pássaros)

Se quiser entender mais das teorias narrativas de Hitchcock, também fiz um vídeo me baseando no que estudei em meu trabalho de conclusão de curso.

Vilto Reis Autor

Autor do livro "Um gato chamado Borges", professor de escrita criativa e apresentador do Podcast de Literatura 30:MIN.