Germinal, de Émile Zola: uns toques históricos e apreciações estéticas

Germinal, livro de Émile Zola construído a partir de criação ficcional e análise de campo, é analisado em seu recorte, seus acertos e enganos  Em 1885, o francês Émile Zola (1840-1902) lançou o romance naturalista Germinal, depois de um esforço gigantesco para sua elaboração. A obra relata a realidade de uma fração específica da classe […]

A Fórmula preferida do Professor, onde a matemática é uma ponte

A Fórmula preferida do Professor, romance de Yoko Ogawa, mostra como solucionar uma fórmula para se relacionar com o mundo   E se o seu vínculo com o mundo se resumisse a uma fórmula? A matemática é o que sobra e ela sustenta uma raiz. Ninguém faz ideia de que tipo de planta essa raiz […]

Oculto, pero no mucho – As Perguntas, terceiro romance de Antônio Xerxenesky

O terceiro romance de Antônio Xerxenesky é sobre aquilo que não conhecemos. Ou que fingimos desconhecer e mesmo assim sabemos que existe, entendem? Como diz o ditado de quem não crê nas bruxas, mas, vocês sabem. As perguntas trata do mundo invisível que nos rodeia, o qual, diante da tecnologia, a busca incessante pelo dinheiro […]

José Saramago: um ranking do pior ao melhor romance

Uma lista sobre José Saramago, escritor português ganhador do prêmio Nobel, falecido em 2010, avaliando seus romances do pior ao melhor José Saramago, ganhador do único Nobel de Literatura em língua portuguesa, tem uma obra vasta e importante. No entanto, ao comentá-la, o gênero mais lembrado e celebrado, com certeza, é o romance. Autor de […]

Mrs. Dalloway, a obra-prima do trivial

O fluxo de consciência escondido no “trivial” Mrs. Dalloway Nascida em Londres, Inglaterra, no ano de 1882, a escritora Virginia Adeline Stephen Woolf tem entre suas mais importantes obras o romance Mrs. Dalloway, que veio a público em 1925. A história se desenrola num dia do verão londrino de 1923. De início, o leitor é […]

Noturno sem música ou o Werther pernambucano de Gilvan Lemos  

Um Werther pernambucano anulado na melodia cotidiana Quando Goethe pôs o ponto final nos Sofrimentos do seu jovem Werther, a arma não tinha falhado, muito menos a direção do projétil e, como Kafka faria mais tarde, toda dor humana somente pôde ser vertida pela completa e irrevogável aniquilação do sujeito. Pode-se dizer que Werther se […]

Tristezas cíclicas ao longo de Vidas Secas

Vidas Secas de uma incomunicabilidade cíclica São treze segmentos. Treze pedaços secos da trajetória de uma família à deriva no sertão. Logo no primeiro capítulo lemos que “na véspera eram seis viventes”. Daí já se tiram reflexões interessantes. A história não começa no início do texto: já havia uma série de sofrimentos anteriores à narrativa […]

Fitzgerald e a rebeldia dos cabelos curtos

Fitzgerald, um corte de cabelo e um confronto entre o “velho” e o “novo” Em uma reunião de família, há uma semana, escutei uma garota anunciar: “Quero cortar meus cabelos em estilo ‘joãozinho’”. A reação de choque foi imediata – e cada membro da mesa tinha um argumento para contrariá-la. Era como se a sua […]

A harmonia romanesca de Allegro ma non troppo

Uma tentativa harmônica de um encontro Paulliny Gualberto Tort já tem ampla experiência no campo da escrita. Jornalista, atua como colunista da rede de autores Ornitorrinco. É editora de literatura do blogue O Cafezinho. Teve contos publicados nas revistas Traços e Raimundo, assim como em diversos blogues. Em 2008, integrou a coletânea com os dez […]

A Cidade e a Cidade

Camadas de uma ficção estruturada em cidades Besźel e Ul Qoma são cidades de países diferentes, com povos, culturas e línguas diversas. Partilham apenas uma coisa: estão situadas geograficamente no mesmo local. A Cidade & a Cidade, como se exige da boa ficção, é uma obra construída em camadas. Dependendo da profundidade em que você mergulha […]