4 livros para aumentar o seu QI

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Todos temos aqueles livros que nos influenciam de um jeito ou de outro, até mesmo aqueles que “mudam nossas vidas”. Há também livros que nos fazem sentir melhor com nós mesmos depois de lê-los. E têm aqueles livros que simplesmente noz fazem nos sentir mais… inteligentes! Bom, talvez eles realmente nos deixem mais inteligentes.

Selecionei quatro livros que tenho certeza que conseguem aumentar alguns pontinhos do QI de qualquer pessoa (ou pelo menos aumentar o nível de razão, conhecimento e lógica).

"Uma breve históris do tempo", de Stephen Hawking
“Uma breve históris do tempo”, de Stephen Hawking

1. Uma breve história do tempo, de Stephen Hawking

Há uma famosa anedota envolvendo este livro: alguém disse para Stephen Hawking que, para cada equação mencionada em um livro, as vendas do livro iriam cair pela metade. Desta forma o autor incluiu na versão final apenas uma: E = mc². O livro vendeu em torno de 10 milhões de cópias até então, e tenho certeza que Hawking não se arrependeu de não ter incluído outras equações.

Uma breve história do tempo, publicado em 1988, conta um pouco sobre nosso conhecimento até então (ou pelo menos até a publicação da nova edição), do ponto de vista científico, passando pelas descobertas de Newton e Einsten.

Apesar de ter sido escrito para leigos, não é um livro extremamente fácil de se ler, pois o leitor necessita estar sempre atento ao que lhe é informado. Em dez capítulos, de forma muito clara, o livro de Hawking reúne linhas de pensamento que surgiram durante o século XX. Tais linhas buscam responder às perguntas fundamentais da existência, àquelas feitas pelas pessoas desde tempos imemoriais: de onde viemos e para onde vamos? O Universo teve começo? Neste caso, o que houve antes dele?

Ilustração de "Gödel, Escher, Bach", de Douglas Hofstadter
Ilustração de “Gödel, Escher, Bach”, de Douglas Hofstadter

2. Gödel, Escher, Bach, de Douglas Hofstadter

Eis um livro realmente divertido. Publicado em 1979, o título do livro dá o que pensar: um matemático, um artista e um músico?! No entanto, o conteúdo não é, de modo algum, sobre eles.

Conhecido também como GEB, tal obra é um pouco difícil de classificar, isto porque foca em diversos tópicos e é quase impossível localizar o núcleo central. Fugas, lógica, verdade, geometria, recorrência, paradoxos, estruturas de sintaxe, holismo, budismo, cérebro e mente, cógico genético, criatividade, arte, música computadores e suas linguagens, dentre muitos outros assuntos.

Em um dos capítulos, o autor fala sobre mecanismos de pensamentos que estão escondidos em nosso sistema nervoso, algo como estranhos ‘loops’, que podem ser musicais, artísticos e até gramaticais. A próxima frase é mentirosa. A frase anterior é verdadeira.

Quase que um “lag” cerebral.

3. Uma breve história de quase tudo, de Bill Bryson

"Uma breve história de quase tudo", de Bill Bryson
“Uma breve história de quase tudo”, de Bill Bryson

A razão por este livro ser tão bom é que ele conta a história completa de cada uma das maiores descobertas científicas, bem como as pessoas envolvidas e algumas lendas e anedotas ao redor dos fatos. E mais: de um jeito extremamente divertido, fácil e verdadeiro. É muito recomendado para pessoas curiosas, pois é um livro extremamente interessante!

Ao constatar que ignorava o porquê dos oceanos serem salgados, o renomado escritor e cronista Bill Bryson percebeu que tinha pouquíssimo conhecimento sobre o planeta em que vivia. A indagação o impeliu à tarefa épica de entender – e explicar – tudo o que sabemos obre o mundo.

Bryson parte da origem do universo e segue até os dias de hoje, tratando de assuntos relacionados à física, geologia, paleontologia e todas as outras disciplinas que considerava “maçantes” na escola.

“Um clássico moderno da escrita científica.” – The New York Times

4. Bilhões e bilhões, de Carl Sagan

Este foi o último livro escrito por um dos gênios da astro-física do século XX, Carl Sagan, sendo publicado postumamente por sua esposa e colaboradora. O livro traz dezenove artigos com variados temas, como por exemplo: aborto, problemas ambientais, tecnologia e seu papel social, possibilidades de haver vida em marte, aquecimento global e sobre a luta do autor contra a doença que acabou por vencê-lo.

O tema, no entanto, que une os artigos é a vida e a morte: do planeta, do Universo, do ser humano coletivo e individual.

Tanto durante a leitura quanto após lê-lo, me senti pequena e egoísta no meio deste Universo infinito. Sagan consegue por em palavras o sentimento da pequenez humana diante do vasto desconhecido.

Vale a pena a leitura! São pequenos artigos muito bem escritos, que não só somam conhecimento ao leitor, como o faz refletir.

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