Homo Literatus
  • Melhores cassinos online
  • Contato
  • Jogo Responsável
  • Sobre Nós
  • Política de Privacidade
19 de janeiro de 20145 de dezembro de 2015
 

6 coisas que você não deve fazer para publicar seu livro

Matéria

publicar-livros

Muitas vezes, saber o que não fazer pode ser mais importante e eficiente do que o contrário.

Partindo deste princípio, listei aqui seis coisas que o novo autor não deve fazer, se quiser publicar e, efetivamente, divulgar e comercializar os exemplares de seu livro:

1. Nunca imponha seu trabalho aos outros.

Você é livre para publicar o que quiser em suas redes sociais, mas não tem o direito de invadir, uma vez por semana, as redes sociais alheias com links sobre seus projetos, seus textos, suas publicações. E isso inclui marcar pessoas no Facebook. Não existe nada mais desagradável do que postagens onde o autor marca 749 amigos, literalmente obrigando a geral a curtir e comentar o dito post.

Não é – definitivamente não é – uma forma inteligente de divulgar seu trabalho.

Comentários em textos alheios do tipo “oi, adorei, visite meu blog” também devem ser evitados, assim como o diabo evita a cruz.

E, muito importante: não entre em contato com editores, produtores, revisores, ou mesmo com outros escritores, pedindo que leiam seu texto e “digam sua opinião sincera”. Primeiro por que o sujeito provavelmente não tem tempo livre para ler e escrever uma avaliação sobre seu texto. Isso demora e exige dedicação.

Se quiser que alguém leia e dê uma opinião sincera sobre seu texto, contrate os serviços de um profissional da área.

Por fim, não entre em contato com seus amigos pedindo que “ajudem a divulgar seu texto/livro/lançamento/site”. É chato, incomodativo, detestável. Se o sujeito quiser divulgar seu trabalho, o fará. Se não quiser, não o obrigue nem o constranja a fazê-lo. Se preocupe em realizar um bom trabalho, que automaticamente ele será divulgado, sem que você precise implorar.

2. Não fale sobre o que não sabe.

Tem um ditado que diz “É melhor calar-se e deixar que as pessoas pensem que você é um idiota, do que falar e acabar com esta dúvida”. Isso vale para tudo e para todos, e vale para o novo autor também.

Vejo dezenas, talvez centenas de novos escritores vomitando internet afora, sobre preço de livro, distribuição, publicação, mercado editorial. Opiniões absurdas, baseadas em nada além da fértil imaginação do novo autor.

Uma vez, um escritor conhecido meu postou no Facebook uma mensagem que recebeu de uma determinada editora, com sua proposta de publicação. Esta proposta incluía a aquisição, por parte do autor, de um número X de exemplares. Pois o autor postou o e-mail na íntegra, citou o nome da editora, e logo abaixo publicou um pequeno texto, ridicularizando sua proposta e colocando em xeque sua credibilidade (“acha que eu sou palhaço de pagar essa fortuna para publicar, mimimi, blábláblá).

Uma postura infantil, dispensável e que certamente desqualifica este autor para publicar em qualquer editora – inclusive uma onde ele não precise pagar.

Qualquer editor, de qualquer editora (grande, média, pequena), que viu esta postagem, pensará dez vezes antes de cogitar a possibilidade de publicar este cara, pois ele já demonstrou falta de profissionalismo e respeito uma vez, e certamente poderá fazer isso outras vezes.

Se não gostou da proposta, amigo, ignore-a sumariamente e vá em busca de outra editora. Simples que nem um copo d’água.

3. Cuidado com o peso do seu ego.

Muitos autores juram que são gênios, e nada pode ser pior do que isso.

Já vi autores entrarem em contato com editoras escrevendo besteiras do tipo “Em anexo encaminho o novo best seller brasileiro”, sendo que best-seller, Sr. Gênio da Literatura, se escreve com hífen.

E mesmo que o livro em questão tenha potencial para, de fato, se tornar um novo campeão de vendas, isso lá é maneira de se comportar, meu filho?

Imagino esse cara chegando numa moça em uma festa e dizendo “Oi, você quer ter a sorte, a honra e a incrível oportunidade de ficar comigo?”.

Muitos editores costumam levar em conta não somente o talento, mas a postura do escritor, e se o sujeito já chega se achando a Rainha de Sabá, as possibilidades de enfrentar grandes problemas futuramente são imensas.

E é assim que mais um original é sumariamente descartado.

4. Não subestime o trabalho alheio.

O novo autor tem mania de querer tudo (quase) de graça.

Reclama do investimento em revisão, do preço final do livro, dos custos envolvendo distribuição e divulgação, do lucro sobre a venda de cada exemplar.

Certa ocasião, um autor escreveu pra mim: “Tá difícil ser um novo autor sem dinheiro, né?”. Deu vontade de responder: “Olha, é difícil VIVER sem dinheiro, camarada”.

Esse autor é dentista. Pensei em procurar seu consultório, pedir um clareamento e, após receber a conta, reclamar: “Tá difícil ter um sorriso Colgate sem dinheiro, né?”.

Por favor.

5. Saiba escrever.

Parece óbvio, e é.

Mas, mesmo assim, muitos autores não entendem.

Não foi nem um e nem dois autores que já me disseram que não revisam o que escrevem por que “são escritores, não revisores”. Risos. Olha, amigo, a revisão faz parte da produção literária, caso você não saiba. Escrever e não revisar é igual querer cozinhar sem acender o fogão (“sou cozinheiro, não acendedor de fogão”).

Saber escrever também não significa escrever um milhão de páginas. Muito pelo contrário. Vocês conhecem aquela história, de um cara que enviou uma correspondência para seu irmão, dizendo “Escrevo-te esta carta em dez páginas por que não tive tempo de escrevê-la em três”? É isso. Escrever é a arte de cortar. Quanto mais você corta, melhor fica o texto – eis uma lei universal.

E, tirando raríssimas exceções, quem escreve um livro de 650 páginas geralmente mais encheu linguiça do que qualquer outra coisa.

Além do que, um livro de 650 páginas, após ser publicado, acaba ficando com seu preço altíssimo. Sei de muitas editoras que descartam livros com mais de 300 páginas sem sequer avaliá-los, justamente por que seu preço ao consumidor final ficará muito alto, inviabilizando a publicação. Evite.

6. Não exija o que não pode oferecer.

O autor quer ser lido, publicado, divulgado, comprado, idolatrado. Mas não quer fazer absolutamente nada para que isso aconteça.

Acredita piamente que basta ser quem ele é e escrever o que escreve, e tudo acontecerá como num passe de mágica.

Quer ser lido; mas escreve mal e errado (“sou escritor, não revisor”).

Quer ser publicado; mas, além de escrever mal e errado por que “não é revisor”, ainda trata sua editora como se esta devesse se ajoelhar e agradecer aos céus pela oportunidade única de publicar este futuro best seller (sem hífen mesmo).

Quer ser divulgado; de graça, né? Por que, afinal, quem trabalha com marketing literário não precisa pagar aluguel e nem comer.

Continua querendo ser divulgado, agora pelos seus amigos do Facebook; mas nunca curte, compartilha, comenta, e muito menos divulga o trabalho destes mesmos amigos.

Quer ser comprado; mas escreveu um livro de 650 páginas que custa R$85.

Quer ser idolatrado; mas não será. Talvez no dia em que entender que, para receber, é preciso também oferecer. Mas até lá, não.

Através das postagens que faço aqui, no Homo Literatus, busco única e exclusivamente colaborar para a profissionalização de nosso mercado editorial – que é, sim, um mercado bastante jovem.

Editoras existem desde que o Brasil foi descoberto, mas somente na última década o mercado editorial se democratizou e se expandiu, permitindo que pessoas sem costas quentes nem padrinhos influentes também pudessem publicar, e vender, e se dizer escritores.

Contudo, esta democratização trouxe, igualmente, amadorismos e picaretagens, tanto por parte de muitas editoras, quanto por parte de muitos autores.

Se quisermos tornar nosso mercado editorial um mercado sério, que trabalhe em cima de qualidade, com comprometimento e competência, e que remunere adequadamente todos os profissionais envolvidos (incluindo o próprio escritor), precisamos, enquanto autores, também fazer a nossa parte.

Mas não se engane, acreditando que estes predicados (qualidade, comprometimento, competência e remuneração) devem partir somente das editoras.

O autor também precisa se profissionalizar e parar de tratar a literatura como uma brincadeira.

Afinal, escritores que brincam de serem escritores acabam caindo nas mãos de editoras que brincam de ser editoras. E não podem sequer reclamar.

Posted in Matéria
Tagged editoras, novos escritores, publicar livros
66 Comments
Jana Lauxen
  • Facebook
  • Twitter

Post navigation

   Resenha do livro ‘O Distante Eufrates’
30:MIN #016 – 5 Clássicos do terror adaptados para o cinema   

You may also like

 

7 Motivos para você fazer uma oficina literária

Posted in Matéria
Tagged curso, curso de escritor, escrever, Luiz Antonio de Assis Brasil, oficina literária, Romance, Vilto Reis
Leave a comment
Vilto Reis
Continue Reading

Escritores e o medo de avião

Posted in Matéria
Tagged Ariano Suassuna, escritores, gabriel garcía márquez, Jorge Amado, Medo de avião
Leave a comment
Saulo Dourado
Continue Reading
  • Pingback: Contos, Literatura e Cultura Nerd – O Nerd Escritor()

  • Ronperlim

    Dicas úteis e necessárias.
    Os autores que não sabem ouvir, ler; têm passos curtos na labuta da escrita.

    Parabéns por elas!

  • Alexandre Schumacher

    Acho interessante que alguns escritores famosos fujam a umas dessas coisas que eu particularmente considero quase verdade absoluta, é claro que são dos EUA.
    Enfim, G.R.R.Martin excede ,e muito, o “limite” de 650 paginas e eu nem pegaria um livro dele nas mãos se não fosse pela magnificência do trabalho que faz com que essas paginas a mais se tornem um extra.
    Outro excedente é o muito popular atualmente Rick Riordan (espero ter escrito certo) que praticamente não sabe escrever, eu li o primeiro livro e fiquei abismado como algo com aquele nível de escrita pode se tornar tão famoso.
    Mas concluindo, para nós brasileiros que sofremos muito para publicar um livro indiferente da qualidade dele eu realmente recomendo que sigam as dicas dadas nesse post, enfim parabéns ^-^

    • Mateus Oliveira

      Não é que o Rick Riordan não sabe escrever. Creio que ele adequou a linguagem a um estilo mais informal e juvenil, que era o que a estória pedia.

  • João Batista

    Excelente artigo. Infelizmente, o mercado em Portugal funciona da mesma maneira que descreveu. É preciso lutar muito para que os autores respeitem o trabalho das editoras e para que as editoras respeitem o trabalho dos autores.

    Fico contente em saber que a mesma luta é travada no outro lado do oceano, no Brasil.

    Cumprimentos de um editor português.

    • Rachell

      João, vamos lutar juntos!
      Abraço fraterno.

  • Rodrigo de Souza

    achei muito precioso este artigo, pelo que tenho o meu projeto a ser publicado, mas sou totalmente leigo no que diz respeito a publicação. acredito que realmente exista todos e muito mais exemplos como este citados no artigo.
    aprendi ao ler o mesmo que nem tudo são flores pra quem sonha em ver o seu livro na prateleira de uma livraria do shopping.e que por mais maravilhoso que seja o nosso projeto de publicação, temos que manter os pés no chão. então fica os meus sinceros agradecimentos sobre a sinceridade deste artigo, que abril um leque novo de entendimento a minha visão. Parabéns.

  • Gustavo

    ola, gostaria de uma informação sobre qual programa devo usar para escrever meu livro, se alguém poder me ajudar serei grato.

    • Amâncio Siqueira

      Gustavo, qualquer editor de texto serve. Eu utilizo o BROffice por achá-lo melhor. O importante é, depois de escrito e revisado o texto, verificar o formato preferido pela editora para envio do material. As editoras que recebem o material para análise on-line às vezes optam pelo PDF, mas a maioria recebe em DOC mesmo.

    • Augusto Du Arte

      Jovem não tente complicar sua vida. Ligue seu computador, abra o Word, crie uma pasta, salve um primeiro arquivo e libere a criatividade. Procurar um programa para escrever algo, é como cogitar imprimir um bilhete, “Não demoro”, ao invés de escrever num papel um simples bilhete com a caneta!

    • Lino Greenhalgh

      O ideal é que você digite inicialmente o seu livro em um processador de texto comum tipo word.
      O profissional que for editorar/diagramar o seu livro irá copiar todo o texto para outro programa mais específico a exemplo do InDesign da Adobe. O inDesign com certeza é o programa mais usado pelos profissionais quando o assunto é editoração de livros, revistas e jornais.

  • Carol

    Uauuuu excelente texto!
    Acontece que temos pessoas com o ego inflado em todos os setores da nossa vida, não é mesmo? Uma pessoa que está em busca de reconhecimento deveria no mínimo ser humilde para aceitar opiniões, críticas (positivas e negativas) e melhorar a partir delas. Como tudo nessa vida é preciso empenho e foco para poder realizar algo, principalmente quando o assunto é a produção cultural, seja pela musica, pela literatura ou qualquer ramo das artes que ainda não são tão “apoiadas” aqui no Brasil.
    Um dia quem sabe terei a criatividade necessária para criar um livro e publicá-lo, por enquanto sou apenas consumidora de quem tem ?

  • nelson costa caldeira

    gostaria de entrar em contato com a Ornitorrinco. Como poderei fazer Isto?

  • Anônimo

    Muito bom essas dicas.Realmente, esclarecedor!

  • Antônio Carlos

    Olá, como vai gente!
    Obrigado por essa lição de valores!
    Digo, isto porque penso da mesma forma.

    Sou novo escritor, estou escrevendo meu primeiro livro… Às idéias vão surgindo a cada noite e eu continuo espirado.

    Gostaria de saber quanto tempo demora para finalizar um livro de 160 páginas?
    Também ouvi falar na internet que os livros para serem considerados bons são classificados por palavras na hora da escolha. Isso é verdade?

  • Sheldon Led

    Curti demais =) como você mesmo falou, o mercado editorial está se democratizando e, consequentemente, mais pessoas estão se interessando pelo assunto.

  • Alcir D. Santos

    Curti muito o site ? estou no meu primeiro trabalho.
    meu livro fala de drama.
    gostaria de saber até que ponto é bom dramatizar e se o drama prende o leitor..

  • mida vicente

    sou deficiente visual e como todo mundo que não pode ver, tenho formas particulares de imaginar as coisas.um dia, sem querer, abri um .txt e comecei a escrever e, de repente, vi uma criatividade q eu não sabia que eu tinha. foi brotando uma estorinha infantil q, quando ficou pronta, toda galera mais próxima achou muito linda…boa pergunta…a ideia era boa ou eles são muito amigos…de qualquer forma, passo a passo, que fazer…

  • Ricardo Alves dos Santos

    Oi Jana, não sou escritor profissional, mas gosto de escrever. Gostaria de fazer parceria com alguém que saiba escrever bem, o que não é meu caso, Sou bom em adaptações, de preferência biografia romantizada. Se há interesse ou se souber de alguém, meu e-mail é [email protected]. Tenho projetos de obras literárias, mas não consigo finalizadas.

  • Luiz W

    Eu achei interessantíssimo a publicação. Parece definir bem os parâmetros, ou antes, as margens pelas quais o comportamento e temperamento do novo escritor deve fluir.

  • Carol Krzesinski

    Terminei de ler “It, a Coisa”, de Stephen King (escrevi certo?) e são mais de mil páginas. O livro é muito interessante e, apesar de o autor se deter em descrições de personagens e fatos, sua narrativa é cativante e, de certa forma, bem humorada. Digamos que ele “costura” a história muito bem. Por outro lado, há autores que, realmente, não sei como fazem sucesso, sendo que sua narrativa é pobre e a história é “manjada”. Não sei. Um autor que eu gosto e que não recebe muito destaque é Eoin Colfer, de “Artemis Fowl”. É engraçado, dinâmico e tem uma história interessante. É difícil entender como uns fazem tanto sucesso e outros não. Pode ser isso mesmo o que você disse, sobre a “mania de grandeza”, sobre os passos errados. Mas eu ainda penso que a sorte ajuda um pouco. De repente é o momento certo, ou não, de mostrar sua história.

  • Douglas

    Olá, boa tarde!

    Eu penso que seu artigo foi escrito – perdoe-me se estiver equivocado – em decorrência do número astronômico de futuros autores novos que certamente sustentam dúvidas acerca de várias pautas que você mencionou e que talvez se sintam encabulados em perguntá-las. Para o deleite desses, você as elucidou com precisão cirúrgica e – vale ressaltar – me economizou um bom tempo em busca dessas mesmas respostas.
    Agradeço-lhe por sanar minhas incertezas referentes ao universo literário, pois sou um sonhador com o anseio de que um dia meus contos sejam compilados e publicados, jamais esquecendo do trabalho custoso que estarão obstruindo meu caminho ou estimulando minha produção.

    Grande abraço e força sempre.

  • Nkanza Junior

    Adorei as palavras deste autor, mas infelizmente hoje muitos os escritores querem aparecer mais mais do que fazer aparecer o seu trabalho, esquecem das tecnicas usadas para se escrever um livro que sao: Personagem, Accao, Lugar, Problemas e Solucao, para que escrever o teu livro? qual sera o impacto desta obra na sociedade? mau exemplo e caracter na sociedade, olhem escritores se o cidadao nao comprar a tua imagem sera dificil tambem comprar a sua oferta/Livro Nkanza Junior, Eu preciso publicar o meu Livro caros amigos preciso de uma boa grafica e editora. meu email nkanza,[email protected]

  • Sérgio Reinaldo Rosman

    Às vezes não dá para entender as editoras. Isto porque nenhuma delas investe em novos autores, só publicando livros de autores famosos. Ora, todos os escritores famosos já foram desconhecidos. Basta dizer que muitos best-sellers foram campeões de recusas por editoras consagradas. Vejam o exemplo de Harry Potter, de J. K. Rowling. Nenhuma grande editora se interessou pelo primeiro livro da série. E hoje, as aventuras de Harry Potter já venderam mais de um bilhão de exemplares, sem contar o estrondoso sucesso de seus filmes…
    Se existem escritores que cometem erros, existem editoras que cometem erros bem maiores… Isto acontece porque muitos editores acham que suas opiniões são mais importantes do que a de milhões de leitores…

  • Martin

    Poxa quanta negatividade na abordagem do articulo!

  • Alziro de Amorim

    Também considerei os comentários muito negativos a respeito do autor. Esperava encontrar aspectos desfavoráveis impostos pela editora ao escritor, que nem sempre é movido pelo superego.

  • Natalino Paulo

    O mais interessante na escrita ,é que o leitor tem total liberdade ao ler, imaginar a cena como ele quiser mesmo que a leitura tenha oferecido uma proposta diferente. Mesmo se tratando de simples e enriquecedoras dicas uns gostaram outros viram de forma negativa uns gostaram outros não. o poder de causar sentimentos é o que me encanta na escrita. Concluí meu primeiro livro, não publiquei ainda… mas com certeza essas dicas são altamente esclarecedoras. Obrigado!!!

  • Zubav

    Tenho dúvida no ponto 1: se não posso “pedir” para meus companheiros ajudarem a divulgar meu trabalho, como este seria difundido?

    • Cristiane Spezzaferro

      Por vc mesmo, e as pessoas que lerem e gostarem automaticamente divulgam como forma de indicação.

  • Alana Araji

    Essas dicas são perfeitas!!!

    Gente infelizmente não vivemos em um mundo de fantasias como em nossos livros. A vida real é completamente diferente, porém se você acha que sua história é boa vá em frente, tente ao máximo fazer com que as pessoas se apaixonem por seu livro assim como você. Se você sempre pensar negativo nunca vai conseguir nada. Tudo hoje em dia é difícil, ninguém faz nada de graça e se caso você mandar sua história para uma editora e ela não aceitar não desista, tente novamente se você realmente é bom uma hora irão descobrir você, e quando isso acontecer sigam essas dicas pois se achar a ” a última bolacha passatempo do pacote” não vai te ajudar em nada!!!! E sim contar com a ajuda de seus amigos para divulgar seu trabalho é legal mais com moderação ok! Vou lançar meu primeiro livro esse mês então torço por todos vocês que também tem esse mesmo sonho e espero que consigam realizá-lo assim como eu!!!! Bjs a todos

    • Tatiane Pereira

      Olá bom dia!
      Desculpe entrar no seu comentário, mas você disse que já ia publicar seu livro. Gostaria de saber em que editora publicou, se você gostou da proposta e como foi. Claro, se isto não for atrapalhar em seus afazeres. Se puder fazer a gentileza de me responder, meu e-mail é [email protected].
      Obrigada!

  • Daniel Ataíde

    Simplesmente fantástica sua abordagem ponto a ponto.
    Sua matéria é um best-seller! (rir é preciso).
    Confesso que muito aprendi em apenas seis coisas que não devo fazer para publicar meu livro.
    Jana Lauxen, que você continue sendo um instrumento de elevação de nossa cultura, e estímulo aos novos escritores, para o bem do nosso país.
    Continue nos ensinando!

    “Dificilmente existirá alguma coisa nesse mundo que alguém não possa fazer um pouco pior e vender um pouco mais barato, e as pessoas que considerem somente preço são as merecidas vítimas.” (John Ruskin).

  • Ubiratã Uaatsim Itzá I

    Adorei o texto muito esclarecedor e verdadeiro. Boa visão do mundo editorial, parabéns!

  • Roseli Aparecida Alves Siquieri

    Adorei. Eu sou professora de Educação Infantil do município de São Paulo e escrevo literatura infantil há muito tempo mas não tenho nenhuma experiência com edição. Com essas dicas vou tentar dar um ponta pé inicial neste antigo projeto. Obrigada

  • Rubens Ruiz

    Muito obrigado pelo artigo. Excelente. Parabéns.

  • Fernando S. Florim

    Acabei de escrever meu primeiro livro há quase um ano, fazer o registro na biblioteca municipal me tomou outros 4 meses, criei coragem e enviei o original para 2 editoras. As 2 aprovaram e querem publicar, mas pedem que eu compre x livros em contrapartida. Achei justo, mas ainda não consegui juntar o dinheiro para a publicação. Estou na metade do segundo livro (é uma trilogia… comecei pensando alto) e ainda não tenho previsão para publicar o primeiro. Os dois editores que tive contato foram super bacanas, atenciosos mesmo. Expliquei a situação para eles e estão me aguardando. Enquanto isso, estou publicando alguns contos no meu site. As dicas que estão nesse post deveriam ser de conhecimento comum para que aspira escrever. Ainda assim, a Jana explanou de maneira brilhante esses pontos. O óbvio também tem que ser dito. Parabéns. http://www.fernandoflorim.com.br

    • Vinicius Fernandes

      Foi aprovado por duas editoras. Tá com sorte, hein!

    • Marco Martins

      queria publicar um livro sobre direito e um sobre historia, transformar meus trabalhos de conclusão de cursos nas duas faculdades em livros, como faço ?

  • Pingback: 6 coisas que você não deve fazer para publicar seu livro – Daikoku Editora e Gráfica()

  • Tainan

    Obrigado!! acabei de perceber que posso deixar meu livro com 112 pag. (estava me cobrando mais) hahah

  • IVAN SANTTANA

    Paulo Coelho não é um mago. Mago é o seu editor. A grande maioria das editoras, hoje, não estão procurando grandes autores, estão procurando autores que lhes paguem pela publicação. Pagou, publicou.
    Quanto à sua postagem, os amigos, se estão disponíveis para ler o livro, é o primeiro termômetro que o autor iniciante pode ter. Quando falo “amigos”, refiro-me aos amigos que tem o hábito da leitura, que tenha um senso crítico e capacidade para uma análise literária. Meus livros, quem os lê são primeiramente meus amigos, quando estes tem disponibilidade e estão afim.

  • Cynthia Figueira

    Olá Jana,

    Gostaria de encontrar uma pessoa que pudesse analisar, criticar e orientar meu trabalho. Estou com quatro livros finalizados, porém necessito de um profissional do mercado editorial para que meu produto esteja de acordo com o que as editoras procuram e publicam. Você faz isso? Recomenda alguém?

    • Cristiane Spezzaferro

      Oi procure a Giovanna Zago ela é assessora literaria.

      Poderá te ajudar com orientações.

  • Mylena

    Oi, eu não poderia deixar de elogiar seu artigo, particularmente por que venho escrevendo um livro a bastante tempo (quase dois anos), mas ainda não o terminei. Sei que ainda sou jovem mas amo a literatura e espero ainda conseguir (com muito esforço) publicar meu livro.

  • Hello Cinemacts

    Jana. Olá. Meu nome é Leticia Russo. Eu tenho uma dúvida. Estou escrevendo uma história e publicando capítulos num site de fanfics. Você acha que quando eu for publicar a história em livro eu posso ser prejudicada por ter postado os capítulos mesmo se eu excluí-los? Ou isso pode me ajudar a conseguir alguns seguidores e admiradores para minha obra?
    Eu agradeço por seu tempo.

  • Gerson Oliveira

    Ola Jana. Meu nome é Gerson. Adorei os seus comentários e me senti encorajado a lhe escrever. Li recentemente um livro do qual gostei muito, apesar de a leitura ser meio complexa. Como gostei do tema, fiz um resumo mais simplificado do livro (30 paginas). Posso publica-lo ou isso é PLAGIO? Agradeço muito a sua atenção.

  • Lucas Soares Z

    Ótimo texto, adorei. Muito obrigado pelas dicas, vai servir muito. As vezes a imaturidade e falta de conhecimento em alguns casos atrapalha. Ainda mais quem chega sem uma bússola. Obrigado. Deus te abençoe.

  • Digital Dilettantte

    Só uma correção, com o devido respeito. Editoras não existem desde que o Brasil foi descoberto pois eram proibidas máquinas impressoras justamente para evitar a divulgação de idéias perigosas da revolução francesa. Um dos primeiros jornais do Brasil era impresso em Londres e então contrabandeado para o Brasil. O jornal se chamava “Correio Braziliense”. De Hipólito da Costa. Começou a ser publicado em 1808 lá com a vinda da família real para ou Brasil, ou seja mais de trezentos anos após o descobrimento. Braziliense era o gentílico dos tupiniquins pois não havia ainda consenso de como chamar quem aqui nascia, braziliense, braziliano, ou brazileiro. O consenso nisto veio bem depois, consagrando “Brasileiro”

    • Roberta Gouvêa

      Acho que isso foi uma brincadeira dela.

  • Vinicius Fernandes

    Olá, gostaria de saber quanto custa em média para investir em um livro.

    • adobe marketing cloud

      Também gostaria de saber isso ae.

  • Andreza Sabone

    Adorei suas dicas e concordo plenamente. Espero um dia publicar meus livros que já estão se acumulando e quase todos sem revisão, por que com sinceridade, eu amo escrever e se pudesse, escreveria na maior parte de meu tempo, mas… Obrigada pelas dicas.

  • Rafael Garou

    não tenho palavras suficientes para dizer o quanto sou grato por estas orientações!!!
    HAIL!!!

  • Brunna Casati

    Aquele típico post que a gente tem que colocar no favoritos para reler de vez em quando. <3 Muito bom

  • Neiva Meriele

    “Saber escrever também não significa escrever um milhão de páginas. Muito pelo contrário. Vocês conhecem aquela história, de um cara que enviou uma correspondência para seu irmão, dizendo “Escrevo-te esta carta em dez páginas por que não tive tempo de escrevê-la em três”? É isso. Escrever é a arte de cortar. Quanto mais você corta, melhor fica o texto – eis uma lei universal.”

    Perfeito!

  • Alessandra Tapias

    Preciso replicar essa postagem um milhão de vezes.
    Adorei!!

  • Elias Borges

    Extremamente pertinente suas sugestões Jana Lauxen. Não tem coisa mais desagradável do que você ser intimado para ler algo e ter que comentar para gerar curtidas nas redes para o suposto escritor. Quem escreve no face ou blogs sabe disso. A lisonja é algo deplorável, e devia ser evitada a todo custo. Faz mal para quem dá e para quem recebe, mesmo que este a deseje ardentemente. Torna ambos desprezíveis aos olhos de quem está fazendo um trabalho sério. Todo comentarista ou revisor ou quem quer que seja que esteja envolvido com a produção duma obra alheia deve receber por seu trabalho, mesmo que ao final da análise esta precise ser franca e nos dizer que estamos na profissão errada.

  • Ronan Azarias

    “Oi, você quer ter a sorte, a honra e a incrível oportunidade de ficar comigo?”…. Esta cantada já funcionou nas baladas da vida.

  • Washington Luis Lanfredi Dias

    Gostei muito. Tenho alguns livros publicados em varios formatos e editoras, “gratis” e “pagando” e até um Tecnico que ” recebi” para publicar. E mesmo assim vendi muito pouco, tirando este tecnico, vendi mais ou menos uns 100 livros. Entao nao me considero um escritor. Tenho outros para publicar, e a batalha sempre é a mesma

  • Carine dos Santos

    Acabei de perceber que eu não sou ninguém para querer publicar um livro kkk. Não sou escritora mas escrevo sobre minha vida em um blog e como minhas amigas gostam achei que poderia dar este passo. Ler este post me fez perceber amigas são amigas e leitores são leitores. Não é tão simples assim rsrs. E também acabei de me arrepender de ter feito uma promoção no facebook para a minha página… Porque gente, porque não li aqui antes…

    • Bruno Rocha

      Não necessariamente. Ao fazer uma promoção você não está dizendo: “ei, compre meu livro, veja meu produto”, a menos que diga explicitamente é algo super válido. Toda editora se usa de marketing, e foi justamente assim que muitos dos escritores cresceram. Só que claro, não é qualquer texto que vende. E se acha que deve dar, se gostam do que escreve deveria ir em frente, pedir análises criticas e construtivas a respeito dos teus escritos.

  • Bruno Rocha

    Acho curioso a parte do “best-seller”. Sabe, as dicas são boas sim. Mas pensar assim e auferir isso como absoluto acredito que é se limitar. Exemplo, Kerouac não escrevia textos engomadinhos, engavetados e moldadinhos. Era algo rústico, que nascia em súbito de intensidade. Não é à toa, que ele acabava “esquecendo” vírgulas, pontos, juntando sentenças e tinha um estilo de escrita corrido, nada de parágrafos. Ok, isso se soma a habilidade e a editora ver valor na obra. Mas, querer restringir e dizer que isso ou aquilo é o caminho certo, como uma fórmula, essa sim é a maior burrada de todas.

    E quanto a quantidade é fato, nem sempre se equivale a qualidade. Tem uma distinção absurda para o que se escrevia/escreve e o que é aceito pelas editoras. Antes o escritor apenas escrevia, simplesmente por prazer, precisar descarregar emoções, sem se preocupar com tamanho ou cortes. Se você leva seu livro para uma editora é um produto e deve ser tratado como tal, se bem que cortar também é restringir a criatividade… são questões a se pensar também

  • Elisangela Pedrosa

    Matéria show! O texto fechou com chave de ouro com a frase “Afinal, escritores que brincam de serem escritores acabam caindo nas mãos de editoras que brincam de ser editoras. ”
    Parabéns, Jana!

  • 192.168.0.l

    Texto infeliz em vários aspectos. Quer dizer que a pessoa não deve pedir que amigos leiam seu livro… que interessante. O melhor é pagar para que um “profissional” faça isso. Sei.

    Quer dizer que os editores, donos de editoras não tem tempo para ler manuscritos, mas possuem tempo para ficar em rede social lendo opiniões de “novos escritores” sobre as mazelas do mercado editorial brasileiro e para ficar no Facebook se esse autor desconhecido escancara a canalhice de editoras que querem receber para editar livros ( que qualquer um pode fazer se for a uma gráfica ).

    O que essa zé-ruela prega nesse texto ridículo é uma submissão idiota a esquemas fraudulentos, o infame pagar para publicar, provavelmente porque só assim ela publicou as porcarias dela.

  • Ikaro Henrique

    No Brasil não se publica nem autores bons, sejam nacionais ou estrangeiros. Aqui só se publica, ano após ano, os mesmos livros, os mesmos autores e em tiragens mínimas. Esse “boom” de “escritores” é devido ao fator Harry Potter. Essa gente sem talento cresceu acreditando que poderia escrever porcarias como aquela e ficar bilionária. Desculpem, para isso vocês teriam que nascer na Inglaterra ou EUA e ter por trás a indústria cultural que impulsiona toda a merda que aqueles idiotas defecam na boca dos idiotas. Procurem uma profissão de verdade ou então criem uma editora e enganem idiotas que pagam para ter seus livrecos “editados”.

  • Daia Frozza

    Jana, minha querida, adorei cada palavra sua nesta postagem. Meus parabéns e muito obrigada por todas as dicas. Grande beijo!

Autor

Jana Lauxen

É produtora cultural e escritora, autora dos livros Uma Carta por Benjamin (Ed. Multifoco, 2009) e O Túmulo do Ladrão (Ed. Multifoco, 2013). Colunista da revista Café Espacial, publicou pela Mojo Books a historieta Pela Honra de Meu Pai. Publicou em mais de quinze coletâneas, e organizou seis em parceria com outros escritores. Foi editora da versão brasileira da revista eletrônica inglesa 3:AM Magazine, e também uma das idealizadoras do projeto E-Blogue.com (in memoriam). Atualmente trabalha na Editora Os Dez Melhores e é redatora na agência Teia de Marketing Literário Virtual.

Siga a gente!

 
  • 111655 Fans Like
  • 4.211 Followers Follow
  • 2527 Followers Follow
  • 0 Fans Like

Leia também:

 

6 coisas que…

19 de janeiro de 20145 de dezembro de 2015

17 Curiosidades Sobre…

10 de outubro de 2013

Envie seu conto…

11 de julho de 20161 de agosto de 2016
@homoliteratus on Instagram
Copyright © 2026