As 10 melhores canções inspiradas em literatura

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10 canções baseadas em obras literárias que todo mundo deveria ouvir antes de morrer

Books-and-MusicQue a literatura influencia, influenciou e continuará a influenciar outras artes, é óbvio. Além de inspiração, ela pode dar bons pontos de partida para a criação de boas obras, incluindo canções. Não é à toa que vários compositores recorrem aos bons e velhos romances ou, em casos mais extremos, à poesia, seus versos e sua cadência. Às vezes brainstorm, às vezes adaptações, elas conseguem nos cativar com sua mistura por vezes inusitada, por vezes tocante.

Assim, escolhemos aquelas que conseguiram sucesso de público em ambas as áreas (literatura e música). Então, lembre: essa não é uma lista definitiva, é apenas uma escolha.

Pegue seus fones, os livros da instante e se divirta!

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Pet Sematary, Ramones

Foi composta originalmente para compor a trilha do filme homônimo, baseado no romance também homônimo de Stephen King. Segundo o próprio King, a canção, hoje, é mais conhecida que seu romance e a adaptação para o cinema juntas.

Paranoid Android, Radiohead

O nome, além da visão pessimista sobre o mundo, vieram do personagem Marvin, o androide paranoide, da série O guia do mochileiro das galáxias, de Douglas Adams. Segundo Thom Yorke, o título seria uma piada ao estilo do autor britânico.

Don’t Stand So Close to Me, The Police

Sting, ex-professor de inglês, compôs essa canção no intuito de mostrar o desejo, o medo e a culpa sentidos por uma aluna pelo professor e vice-versa. Para mostrar essa relação tão próxima de um homem mais velho com uma jovem, a inevitável referência a Lolita, Vladimir Nabokov, foi inevitável. Ao cantar “Just like a old man in that book by Nabokov”, Sting confirma a referência aos mais desavisados.

Hallelujah, Leonard Cohen

Baseado em várias histórias da Bíblia, de Sansão e Dalia a Davi e Bateseba, essa canção, uma das mais regravadas e conhecidas, tem todas as marcas do também poeta Leonard Cohen. Desenvolvendo temas profundos, como redenção e medo, Hallelujah é um grande ponto de convergência de temas religiosos, literários e musicais.

Bohemian Rhapsody, Queen

Há duas leituras totalmente diferentes inspiradas em textos literários. A primeira diz que Freddie Mercury inspirou o famoso verso, “mama, I killed a man” no plotwist do romance O estrangeiro, de Albert Camus, sendo o resto da canção uma descrição  metafórica da mudança passada pelo personagem principal, Mersault. A segunda, mais macabra, aponta para o pacto feito com o diabo, tal qual Fausto, de Goethe, para que Freddie pudesse admitir sua homossexualidade, ganhar fama e dinheiro, mas também tendo de pagar, quem sabe, com a própria vida.

The trooper, Iron Maiden

Se há uma banda que gosta de partir da literatura para compor suas letras, é o Iron Maiden. Se você quer ter uma ideia disso, clique aqui. Esse clássico, por exemplo, foi inspirado no poema The Charge of the Light Brigade, de Alfred, Lord Tennyson, um dos poetas preferidos do baixista Steve Harris.

The sound of silence, Simon & Garfunkel

Conhecida por sua representatividade, The sound of silence é um simbolo dos anos 1960, da contracultura e do sentimento americano após o assassinato de John Kennedy – além de compôr a belíssima cena final do filme A primeira noite de um homem. Para tanto, Paul Simon baseou a atmosfera pesada dos versos no recém lançado romance, Fahrenheit 451, do então jovem romancista  Ray Bradbury.

A revolta dos dândis, Engenheiros do Hawaii

Humberto Gessinger nunca negou a influência da literatura francesa na sua obra, em especial das obras dos existencialistas. Assim, boa parte das suas canções desde o início da carreira dos Engenheiros do Hawaii tem influencia direta de Sartre e Camus. Não é surpresa, pois, que A revolta dos dândis seja inspirado pelas questões do capítulo homômino do livro de ensaio O homem revoltado, de Albert Camus.

Talk shows on mute, Incubus

Brandon Boyd, vocalista da banda, assistia um talk show em um voo enquanto lia O caçador de androides, Phillip K. Dick. Ao pensar na banalidade desse tipo de programa, dos quais ele mesmo já havia participado, lembrou de um dos seus romances preferidos na juventude: 1984, de George Orwell. Nessa mistura de Dick e Orwell, nasceu a inspiração para a canção.

Another brick in the wall (part II), Pink Floyd

Uma das mais conhecidas canções da banda, sua letras e seu famoso clipe mostram o abuso do sistema educacional inglês, excessivamente rígido e antiquado na época. O famoso verso “hey! Teacher! Leave them kids alone!”  demonstra o desejo da geração da contracultura de mudança. O que poucos sabem é que a canção é baseada no poema Mending wall, do poeta americano Robert Frost.