Cláudio Portella

Cláudio Portella
Nome
Cláudio Portella
Bio
É escritor, poeta, crítico literário e jornalista cultural. Autor dos livros Bingo! (2003), Melhores Poemas Patativa do Assaré (2006; 1ª reimpressão, 2011; Edição em ebook, 2013), Crack (2009), fodaleza.com (2009), As Vísceras (2010), Cego Aderaldo (2010), o livro dos epigramas & outros poemas (2011), Net (2011), Os papéis que meus pais jogaram fora (2013) e Cego Aderaldo: a vasta visão de um cantador (2013). Colabora em importantes publicações do Brasil e do exterior. Ganhou o concurso de conto da UBENY - União Brasileira de Escritores em Nova York.
Twitter
Facebook
Medium

Recent Post byCláudio Portella

Tudo azul de bolinhas brancas: Tércia Montenegro em romance adulto

Considerações sobre o romance Turismo para cegos, de Tércia Montegro. Antes de tudo é preciso dizer que a escritora conseguiu, creio que por ser o romance de estreia atentou para a questão (inclusive sinalizada por mim em crítica ao seu livro de contos anterior), imprimir uma linguagem direcionada ao público adulto, sem resvalar, como nas obras […]

Botei o papel na máquina

Começo de maneira totalmente diferente da que pretendia. Não sei se esta, ou qualquer outra que imaginei antes, é a melhor maneira de começar esta crônica. E não me conformo em não saber. A dúvida maltrata-me o juízo. Como um juiz maltrata o martelo, a mesa, o réu e a consciência. O que mais poderia […]

O Evang`Hélio pagão de Oiticica

Evang`Hélio pagão (a fonética diz tudo evangelho, onde toda forma de arte é doutrina; pagão – a obra de Hélio Oiticica não foi, não é, e jamais será batizada) lembra uma história que talvez explique o porquê de tão poucos críticos de arte se debruçarem sobre a criação (a palavra é criação, já que segundo […]

Pequeno tratado da prosa poética

Neste ensaio: “Todo exercício poético, principalmente as vanguardas, não edificam o mundo. Retratam-no, mas não o constrói. A poesia não é divina, é humana. É o homem descrevendo, nunca criando, a invenção de Deus. O Verbo não poderia virar poesia porque a criação urgia dimensões, urgia ultrapassar as fronteiras do impessoal”. “No princípio era o […]

Orígenes Lessa descortina vida e feitos de um dos maiores sanitaristas do Brasil

Contam que Noel Nutels, enfermo no hospital, recebe a visita de militares que circundando seu leito perguntam como ele está. No que responde: “Como o Brasil, na merda e cercado de militares”. Orígenes Lessa não conta o episódio. A história pode ser folclore criado por conta do humor irreverente, e na hora certa, do qual […]

Conto: Nuvens

Manhã de chumbo. Nuvens? Nuvens! O urso polar. A roda gigante. O pirulito. Ele. Lentamente ele passa. Depois ele. Ele. Ele. Ele. Uma caravana deles desfila no céu de chumbo sem nuvens: Ele. Ele. Ele. Ele. Ele. Ele. Ele. Ele. Ele. Ele. Coo o café. Compro pão. Arisco olhar para o chão. Uma coisa desprende-se […]

5 contos para ler em 1 minuto

Verdade Gozei gostoso e sussurrei no ouvido dela a maior mentira universal: “eu te amo!”. Ela me empurra e nega “ama nada!”. O amor assusta, mesmo quando mente.   A morte de um sambista brilhante Para Assis Valente Guaraná com formicida na mão. Pergunta ao espelho: − Espelho! Sou ou não sou uma formiga? Glup, […]