“De quando o livro não é a salvação” ou a salvação pelos livros?

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Em uma crítica do ensaísta, poeta e editor da Confraria do Vento, Ronaldo Ferrito, ele levanta questões referentes às políticas que norteiam  o mercado editorial no Brasil e a formação dos leitores de hoje. Para ler o texto na íntegra, clique aqui.

Que tipo de leitor nós somos? Ao ler esta crítica, fiquei aqui refletindo sobre o tipo de leitora que sou. Costumo frequentar livrarias e ficar horas olhando os livros, suas capas, seus títulos e às vezes leio a sinopse para ver se compro ou não. Gosto, além de tudo, de tocá-los, folheá-los, razão pela qual não aprecio ler livros no formato eletrônico e torço para que alegados benefícios econômicos não acabem com os livros impressos.  Já li bons livros e ruins também.  Já comprei apenas pelo título e me decepcionei, como também já me surpreendi.  Já li livros por curiosidade, caso do tempo em que lia autoajuda. Hoje em dia, desconfio de alguns livros de mesmo autor, que são lançados em série. Parece que foram escritos por causa do sucesso de um livro anterior  e acabam falando a mesma coisa na expectativa de alcançar o mesmo sucesso, e também daqueles que embora de autores diferentes, dá para perceber que foram escritos pegando carona em um tema que está fazendo sucesso. Caso por exemplo da trilogia 50 Tons de Cinza, dos “guias politicamente incorretos”, etc., onde mais de um autor lançam livros na mesma linha.

Nas livrarias costumo ficar procurando tesouros, e entre os mais vendidos, não se encontram muitos.  Claro que é mais fácil achar tesouros em sebos, mas confesso que é um comodismo meu, afinal as livrarias estão logo ali dentro do shopping.  Bons e grandes escritores já escreveram livros que se tornaram best-sellers, será que os leitores já foram melhores em outros tempos?  Mas o que torna alguém um bom leitor?  Aprender a ler sabe-se que não é o suficiente.  O meio em que o leitor vive, a família, a cultura, com certeza o influencia.  Mas o que de fato importa é aprender a pensar.  Talvez as escolas não ensinem a pensar, e não falo só do Brasil.  Apenas como exemplo, até hoje algumas pessoas que leem o livro Mein Kampf de Hitler, passam a achar que ele tinha uma certa razão. Assustador não?

Quanto à literatura de entretenimento, não vejo problema em ler um livro apenas para se entreter, o problema é somente ler esse tipo de literatura e não se interessar ou ter preguiça em ler um livro de leitura mais difícil. Ao mesmo tempo não adianta eu ler clássicos apenas para posar de intelectual erudito. A literatura deve servir  para nos transformar através da reflexão, ampliar nossa visão de mundo, melhorar nossos sentimentos, na minha opinião.

Eliane Boscatto
Formada em Ciências Sociais e Políticas, de natureza curiosa, acredita que não se deve ficar preso aos conceitos acadêmicos. Não é especialista em nada, mas se interessa por muitas coisas, em especial por tudo que cerca a Vida no planeta, seja humana ou não. Gosta das palavras, sejam elas em prosa ou verso.
Eliane Boscatto
Formada em Ciências Sociais e Políticas, de natureza curiosa, acredita que não se deve ficar preso aos conceitos acadêmicos. Não é especialista em nada, mas se interessa por muitas coisas, em especial por tudo que cerca a Vida no planeta, seja humana ou não. Gosta das palavras, sejam elas em prosa ou verso.
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