Descontextualizando: Quinze de Março – Dia da Escola – Desiree Perrone

O título já diz tudo. Ontem comemoramos o dia da escola. E a data é tão pouco divulgada como o auxílio às nossas escolas. Sempre ouvi dizer que quando se cria uma data específica para “homenagear” alguma coisa, ou alguém, é porque devemos ter atenção redobrada para essa “homenagem”. Digamos, que seria muito mais um pedido de socorro do que uma homenagem. É como se estivéssemos dando pouca ou nenhuma atenção ao “homenageado”.

Nessa linha de pensamento, sim, faz sentindo. Vide o dia das mulheres. Nossas lutas, nossas conquistas. Ainda estamos engatinhando. Temos muito ainda para conquistar. Mais espaço, mais igualdade. Dia do professor. Nem se fala. Salários melhores, melhores condições de trabalho, mais reconhecimento. Então, o dia da escola, é sim um dia para se pensar. Pensar em como tornar esse espaço tão próprio para o que ele realmente se destina; a cultura.

No dia da escola, a gente para pra pensar, no quanto este espaço pede socorro. E no quanto nós, enquanto pais, mestres, frequentadores e demais pessoas da comunidade podíamos dar um pouco mais de nós mesmo. Aos que podem mais do que doar trabalho, livros são muito bem vindos. Projetos sociais sempre incluem leituras, horas do conto, etc. E sempre que tem cheiro novo de livros usados no ar, os alunos, frequentadores, e demais adoradores, se empolgam bastante.

Na escola da minha filha, existe um projeto chamado “Seu livro, nossa história!”. Que implica na doação de livros, aqueles que ja foram lidos e que a gente gostou tanto que quer que mais pessoas leiam também. A Gabrielle, nessa onda de que gostei da história e quero compartilhar, já levou várias e várias remessas de livros daqui de casa. Fora toda a propaganda que ela faz em torno das obras doadas com as amiguinhas. Propaganda boca a boca de livros dá muito certo. Fica a dica!!



Bom fim de semana, leitores!



Desirée Perrone
Formada em Letras e respectivas literaturas. Apaixonada por uma boa história, não dispensa uma boa prosa sobre clássicos e contemporâneos. O calcanhar de Aquiles? Machado de Assis! Machadiana assumida, tem esse autor como ídolo. A linguagem e os personagens interessantes moldam sua forma de escrever.
Desirée Perrone
Formada em Letras e respectivas literaturas. Apaixonada por uma boa história, não dispensa uma boa prosa sobre clássicos e contemporâneos. O calcanhar de Aquiles? Machado de Assis! Machadiana assumida, tem esse autor como ídolo. A linguagem e os personagens interessantes moldam sua forma de escrever.
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