Entre nós & entrelinhas: Mulher leitora – Cláudia de Villar

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Eis que o dia 08 de março se aproxima, trazendo consigo o Dia Internacional Da Mulher. Muitas mulheres serão homenageadas neste dia no mundo todo. Milhares de comerciais chegam aos nossos lares fazendo-nos lembrar de que a mulher moderna deve e merece ser ‘presenteada’.

Surgem as ofertas relâmpagos de roupas, acessórios, eletrônicos, móveis e eletrodomésticos.

Enfim, é uma massa colorida e fortemente ‘armada’ de argumentos a fim de que a mulher seja homenageada com alguns daqueles artigos oferecidos na mídia. E os livros? Pouco ou uma parcela muito pequena de indivíduos esquecem-se de que a mulher também lê. E lê muito (talvez até mais do que os homens) e que um livro pode ser uma opção de presente.

Talvez porque, antigamente, era negado à mulher o direito de ir à escola, o direito de aprender a ler, o direito a ler romances, ou se somente era permitido às mulheres (pior ainda) o direito de ler apenas livros de receitas, que não se tem o hábito de presentear as mulheres (mães, sogras, namoradas, professoras, etc) com um livro. Onde está o problema?

Nos dois pontos da corda: primeiramente, temos de um lado as poucas pessoas que fazem do livro uma opção de presente e, em segundo lugar, temos do outro lado da corda aqueles que pensam que mulheres devem ganhar batedeiras, liquidificadores, torradeiras, colher de pau, coisas deste tipo, bem femininas. Poxa! Mulher também pensa.

Deixo hoje aqui o meu protesto! A mulher lê.

E não lê apenas livros de receitas, mas lê de tudo. Mulher é um ser leitor. Lê desde que nasce. Lê através dos sentidos. Lê através dos olhos o mundo que a rodeia. Lê através do tato o peso das escolhas de cada um de nós. Lê através da audição as dores e os amores do mundo. Lê através do paladar o gosto da vida. Lê através do olfato os cheiros que marcam os momentos e inebriam a alma.

E tem mais, a mulher não apenas lê, ela gosta de ler. Apaixona-se, diariamente, pelo enredo, pelas personagens, pelo cheiro do livro, pelo formato das letras, pela capa, pelo som das páginas que mudam a cada tocar de dedos.

Portanto, neste dia 08 de março, Dia Internacional da Mulher, dê um livro para aquela mulher que aquece o seu coração. Seja ela uma colega de serviço, de sala de aula, de academia ou uma amiga, uma tia, sua mãe, sua avó, sua sogra.

Por fim, desejo a todas as mulheres que estão lendo esta minha coluna, minhas queridas leitoras assíduas ou eventuais, um feliz Dia das Mulheres. Que suas conquistas não sejam apagadas pelas dores que possam surgir. Que as suas lágrimas façam germinar novos horizontes e que seus caminhos sejam repletos de livros.

Até a próxima quarta-feira.
Luz e Livros para vocês.