Escolha seu veneno: O que 10 autores famosos amavam beber

Os uísques sours, screwdrivers e mojitos que inspiraram (e ocasionalmente extraíram o melhor de) escritores como Truman Capote e Edgar Allan Poe

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1 – F. Scott Fitzgerald: Gin rickey

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Vida: 24 de setembro de 1896 a 21 de dezembro de 1940.

Currículo: Autor americano de clássicos como O Grande Gatsby, Este lado do paraíso, Suave é a noite e O curioso caso de Benjamin Button.

Bebida escolhida: Gin rickey. Fitzgerald preferiria o gin por ser indetectável em seu hálito. Sobre sua paixão por coquetéis, lançou a famosa máxima: “Primeiro você toma um drink, depois o drink toma um drink e então o drink toma você.”

 

2 – Oscar Wilde: Absinto

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Vida: 16 de outubro de 1854 a 30 de novembro de 1900.

Currículo: O escritor e poeta irlandês é mais conhecido por A importância de ser prudente e O retrato de Dorian Gray.

Bebida escolhida: Absinto.Wilde amava absinto, ainda que tenha dito: “Após o primeiro copo de absinto você vê as coisas como gostaria que fossem. No segundo seguinte, as vê como não são. Finalmente, você vê as coisas como elas realmente são, e essa é a coisa mais horrível do mundo.”

 

3 – William Faulkner: Mint julep

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Vida: 25 de setembro de 1897 a 6 de julho de 1962.

Currículo: Ganhador do Prêmio Nobel. Autor de O som e a fúria.

Bebida escolhida: Um gentleman sulista por completo, Faulkner amava seu mint julep.

 

4 –  Dorothy Parker: Uísque sour

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Vida: 22 de agosto de 1893 a 7 de junho de 1967.

Currículo: Espirituosa poeta americana, escritora de contos e crítica.

Bebida escolhida: Parker era conhecida por gostar de uísques sours. “Eu gostaria de beber como uma dama. Posso tomar um ou dois copos, no máximo. Três e estou embaixo da mesa. Quatro e estou embaixo do anfitrião.”

 

5 – Ernest Hemingway: Mojito

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Vida: 21 de julho de 1899 a 2 de julho de 1961.

Currículo: Hemingway ganhou o Prêmio Nobel de literatura em 1954. Ele escreveu obras-primas como O velho e o mar, O sol também se levanta e Adeus às armas.

Bebida escolhida: Rumores diziam que o mojito era o drink preferido de Hemingway. Também se dizia que o escritor fez famoso o bar La Bodeguita del Medio, em Cuba, tendo sido um freguês recorrente que escreveu em uma das paredes: “Meu mojito no La Bodeguita, meu daiquiri no El Floridita.”

 

6 – Anne Sexton: Martíni

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Vida: 9 de novembro de 1928 a 4 de outubro de 1974.

Currículo: Um Prêmio Pulitzer de poesia em 1967 pelo livro Live or die.

Bebida escolhida: Martínis. Sylvia Plath e Anne teriam visitado o Ritz-Carlton em Boston para tomar martínis após as aulas de poesia.

 

7 – Edgar Allan Poe: Brandy eggnog

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Vida: 19 de janeiro de 1809 a 7 de outubro de 1849.

Currículo: Escritor americano e poeta mais conhecido por suas histórias macabras e poemas como O corvo.

Bebida escolhida: É dito que Poe amava eggnog. Há inclusive uma famosa receita de família de Poe que você pode ver aqui.

 

8 – Truman Capote: Screwdriver

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Vida: 30 de setembro de 1924 a 25 de agosto de 1984.

Currículo: Autor americano conhecido por Bonequinha de luxo e pelo romance A sangue frio.

Bebida escolhida: Capote amava screwdriver, ao qual ele se referiu como “meu drink laranja”.

 

9 – Carson McCullers: Chá quente e xerez

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Vida: 19 de fevereiro de 1917 a 29 de setembro de 1967.

Currículo: McCullers escreveu novelas, contos, ensaios e poemas. Uma de suas obras mais famosas é seu primeiro romance, O coração é um caçador solitário.

Bebida escolhida: O drink favorito de McCullers seria chamado por ela de “Sonnie Boy”, uma mistura de chá quente e xerez.

 

10 – Jack Kerouac: Margarita

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Vida: 12 de março de 1922 a 21 de outubro de 1969.

Currículo: Escritor e poeta americano da geração beat, mais conhecido pelas obras Pé na estrada, Cidade pequena, cidade grande e Big sur.

Bebida escolhida: Kerouac teria se apaixonado pelas margaritas em uma de suas aventuras etílicas pelo México.

 

Fonte: Town&Country

Fernanda Paixão Autor

Jornalista cultural e revisora, é quase sempre escrevendo ficção que encontra seu estado de fluxo; às vezes com desenho. Um dia aprende a pronunciar “Csíkszentmihályi”. Pesquisadora por conta própria sobre processo de criação e em constante conflito com seu impulso procrastinador. É do café com pouco açúcar e da experiência do cinema ao invés do download.