O encerramento dos Jogos Olímpicos de Sochi realizou tributo aos escritores russos, como Tolstoi e Dostoiévski

Retratos de melhores figuras literárias da Rússia, incluindo Tolstoi, Dostoiévski e Chekov no estádio Fisht, com páginas da literatura iluminando o chão em uma exibição impressionante, encerraram os Jogos Olímpicos de Inverno de 2014, em Sochi, na Rússia.

tumblr_n1gwzxYWYM1qzz5ilo7_500A cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2014 foi realizada no dia 23 de fevereiro, no Estádio Olímpico Fisht em Sochi, na Rússia, apresentando o que há de melhor na cultura russa. A Rússia deu um monte de coisas maravilhosas para o mundo, como a literatura, o cinema e a música.

Por exemplo, os titãs da literatura russa, como Tolstoi, Dostoiévski, Pushkin, Tchekhov e Gorki foram exibidos em grandes painéis, nesse evento.

Leon Tolstoi e Fiódor Dostoiévski são os dois gigantes da literatura russa. O que mais posso dizer sobre Tolstoi e Dostoiévski? Então, muito se tem escrito e discutido sobre eles, mas eu quero falar sobre a grandeza de suas obras, com o pretexto dos Jogos Olímpicos de Inverno em Sochi. Quando pensamos em Tolstoi e Dostoiévski pensamos na grandeza não só da literatura russa, mas de toda a literatura universal.

Como Victor Hugo e Charles Dickens, Dostoiévski escreveu sobre a psicologia humana e a miséria social, envoltos de diversos pensamentos que vão desde aos filosóficos, aos políticos e até aos religiosos. Suas maiores obras são Crime e Castigo, Os Irmãos Karamazov e O Idiota (como se fosse possível selecionar as suas maiores obras, de fato).

Tolstoi escreveu ficção realista e também sobre a alma humana. Seus dois maiores romances são Guerra e Paz e Anna Karenina. Podemos também acrescentar: Os Cossacos, A Morte de Ivan Ilitch  e  A Sonata a Kreutzer.

E o que dizer de Anton Chekhov? Tchekhov é considerado como um dos maiores escritores de contos na história da literatura. Sua originalidade consiste também em ser um dos primeiros escritores a usarem da técnica de fluxo de consciência, mais tarde adotada, com singularidade, por James Joyce e outros modernistas.

Já imaginou também 61 pianos tocando o Concerto para piano nº 2 de Rachmaninoff? Pois é, é o que aconteceu nesse encerramento (se não conhece o Concerto, dê uma pesquisada na internet). Além de fotografias de grandes escritores russos, teve destaques incríveis na Cerimônia de Encerramento a música clássica russa por Rimsky-Korsakov, Tiomkin e Khachaturian.

O que percebemos foi um tributo à literatura russa. Bem que o Brasil poderia ter pensado em algo assim para encerrar a Copa do Mundo de 2014. Já pensou mostrarmos para o mundo, além do já visado Samba, a nossa arte, os nossos escritores, como Clarice Lispector (que apesar de ter nascida na Ucrânia, foi naturalizada brasileira), Machado de Assis, Castro Alves, Carlos Drummond de Andrade, Lima Barreto, Jorge Amado, Álvares de Azevedo, Augusto dos Anjos, Guimarães Rosa etc.?

Precisamos valorizar a nossa literatura e isso seria mais uma oportunidade para o mundo se voltar aos nossos escritores, e quem sabe até fortalecer a nossa educação brasileira? Seria interessante se isso ocorresse pelo menos nos Jogos Olímpicos de Verão de 2016 (Rio 2016). De alguma forma, poderíamos usar desse grande momento para mostrar a nossa literatura ao mundo. Que sonho, pelo menos para mim, ver os nossos governantes realizarem apresentações dos nossos autores no Rio 2016; e que inveja da Rússia, por este país aproveitar bem os holofotes. Fica a dica para o Brasil.

Parabéns à Rússia pelas fotografias enormes de Gogol, Tolstoi, Dostoiévski e outros que subiram no evento e receberam elogios inexplicavelmente altos do público. Durante a celebração da literatura russa, páginas também giraram em torno dos artistas.

Confira algumas fotografias do evento:

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Fonte: The New York Times

Marcelo Viniciushttp://www.marcelovinicius.com
Marcelo Vinicius é escritor e fotógrafo, autor do livro "Minha Querida Aline" (Editora Multifoco). Colunista do portal Homo Literatus e editor da Revista Sísifo. É amante da arte, especialmente a fotografia, o cinema e a literatura. Graduando em Psicologia pela Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), na qual faz parte da equipe editorial da revista de Filosofia IDEAÇÃO-UEFS, do Núcleo Interdisciplinar de Estudos e Pesquisas em Filosofia (NEF); é integrante do grupo de estudos em Filosofia da Arte e do grupo de pesquisas em Filosofia Contemporânea na UEFS. É certificado pelo curso de fotografia do Cento Universitário de Cultura e Arte (CUCA) e teve suas fotografias selecionadas por diversos festivais. Participou de jornais regionais, do projeto de extensão sobre cinema e produção de subjetividade e do projeto de Psicologia Social na UEFS. Foi responsável também por coordenar projetos acadêmicos sobre os escritores Franz Kafka e Fiódor Dostoiévski, ainda co-coordenou projetos sobre os cineastas Bergman e Hitchcock e apresentou o tema “A relação entre o escritor Dostoiévski e o cineasta Hitchcock em Festim Diabólico”, na II Mostra 100 Anos de Cinema: Alfred Hitchcock.
Marcelo Viniciushttp://www.marcelovinicius.com
Marcelo Vinicius é escritor e fotógrafo, autor do livro "Minha Querida Aline" (Editora Multifoco). Colunista do portal Homo Literatus e editor da Revista Sísifo. É amante da arte, especialmente a fotografia, o cinema e a literatura. Graduando em Psicologia pela Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), na qual faz parte da equipe editorial da revista de Filosofia IDEAÇÃO-UEFS, do Núcleo Interdisciplinar de Estudos e Pesquisas em Filosofia (NEF); é integrante do grupo de estudos em Filosofia da Arte e do grupo de pesquisas em Filosofia Contemporânea na UEFS. É certificado pelo curso de fotografia do Cento Universitário de Cultura e Arte (CUCA) e teve suas fotografias selecionadas por diversos festivais. Participou de jornais regionais, do projeto de extensão sobre cinema e produção de subjetividade e do projeto de Psicologia Social na UEFS. Foi responsável também por coordenar projetos acadêmicos sobre os escritores Franz Kafka e Fiódor Dostoiévski, ainda co-coordenou projetos sobre os cineastas Bergman e Hitchcock e apresentou o tema “A relação entre o escritor Dostoiévski e o cineasta Hitchcock em Festim Diabólico”, na II Mostra 100 Anos de Cinema: Alfred Hitchcock.
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