Livros para Neymar ler durante o período de recuperação

neymarNão há entre os torcedores e acompanhantes da Copa do Mundo no Brasil quem não tenha ficado triste, ou até mesmo revoltado, com a lesão sofrida pelo jogador Neymar na última sexta-feira, no jogo entre Brasil e Colômbia. Ao atingir o nosso maior craque, o colombiano Camilo Zúñiga também nos atingiu, afinal, não vibramos somente com as alegrias, mas também sofremos as dores dos jogadores da nossa seleção.

Porém, alimentar o ódio contra o colombiano, ou o juiz, não o trará de volta aos campos. O melhor que podemos fazer neste momento é torcer pela sua recuperação.

E como forma de retribuir o bom futebol que o jogador ofereceu ao nosso país (e ao mundo todo), o Homo Literatus dá algumas dicas de leitura ao Neymar, para que ele não fique entediado neste período em que ficará sem jogar. As dicas são as seguintes:

 

oberroO Berro Impresso das Manchetes, de Nelson Rodrigues (Editora Ediouro)

O livro é uma compilação das crônicas do grande escritor, jornalista e dramaturgo Nelson Rodrigues, na primeira fase da revista Manchete Esportiva, da Bloch, entre 1955 e 1959.

 

O Drible, de Sérgio Rodrigues (Companhia das Letras)

Segundo a atriz Fernanda Torres, Sérgio Rodrigues é um “escritor finíssimo”. Esta sinopse de O Drible, abaixo, foi retirada do site da Companhia das Letras, editora na qual o livro foi publicado:

Desenganado pelos médicos, um cronista esportivo de oitenta anos, testemunha dos anos dourados do futebol brasileiro, tenta se reaproximar do filho com quem brigou há um quarto de século. Toda semana, em pescarias dominicais, Murilo Filho preenche com saborosas histórias dos craques do passado o abismo que o separa de Neto.
Revisor de livros de autoajuda, Neto leva uma vida medíocre colecionando quinquilharias dos anos 1970 e conquistando moças que trabalham no comércio perto de sua casa, no bairro carioca da Gávea. Desde os cinco anos, quando a mãe se suicidou, sente-se desprezado pelo pai famoso.
o dribleComo nos romances anteriores de Sérgio Rodrigues, há um contraponto de vozes narrativas. Entremeado com o relato principal, transcorre o livro que Murilo escreve sobre um extraordinário jogador dos anos 1960 chamado Peralvo, dotado de poderes sobrenaturais e que teria sido “maior que Pelé” se não tivesse encontrado um fim trágico.
A alternância entre o realismo da história de Neto, seco e desencantado, e o realismo mágico da história de Peralvo sinaliza a perícia de Sérgio Rodrigues, um dos narradores mais habilidosos de sua geração.
O personagem do velho cronista é o veículo de uma celebração da história do futebol raras vezes empreendida pela literatura brasileira. Murilo Filho, porém, é mais do que isso. Com atraso, como se tomasse um drible, Neto entrevê nas frestas da narrativa do pai – e o leitor, um pouco antes dele – um sombrio segredo de família e um episódio tenebroso dos porões da ditadura militar.

 

A terceira dica é o livro Púro Futbol, de Roberto Fontanarrosa: 

O livro é uma antologia de contos do argentino que era apaixonado por futebol. Segundo seus leitores, suas histórias destacam certa mística no esporte, além de outros elementos como a amizade e a garra. É possível que está incrível antologia já tenha passado pelas mães de Messi…

Para conhecer melhor o escritor e Púro Futbol é só acessar o link.

 

futebol-ao-sol-e-a-sombraTambém tem Futebol ao Sol e à Sombra, de Eduardo Galeano (Editora L&PM).

O livro contém 154 textos curtos, ora românticos, ora históricos. A sua escrita atrai o leitor pela emoção que transmite e pelo carinho que o autor sente pelo futebol. Em alguns momentos o escritor compara o esporte ao teatro e a guerra.

 

E para finalizar as dicas, temos o livro infantil Ora Bolas, dos autores Paulo Tatit e Edith Derdyk (Editora Cosac Naify), caso o craque queira ler com o seu filho.

 

Bom, é isso! Boa leitura, Neymar. Estamos torcendo por você!

Renan Pereira
Estuda Letras na Unesp de Araraquara. E anteriormente trabalhou como repórter fotográfico no jornal Debate, no interior de São Paulo.
Renan Pereira
Estuda Letras na Unesp de Araraquara. E anteriormente trabalhou como repórter fotográfico no jornal Debate, no interior de São Paulo.
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