Os 6 finais de livros mais agonizantes e ambíguos da literatura

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Seis livros dos quais você leu o fim e não entendeu (com razão)

Às vezes passamos por páginas e páginas na esperança de saber o que vai acontecer no final e, bang, acontece, só que não temos a mínima ideia do que exatamente. Acontece com filmes e também com livros. O fim da trama nem sempre dá as respostas que queremos – fulano morreu ou não? Ele alcançou o objetivo? Digam, por Deus, o que aconteceu no fim!

Para tanto, temos seis livros cujos finais, para aqueles que amam uma história bem amarrada, com começo, meio e fim, podem não agradar a todos, além de não dar todas as respostas.

Quatro avisos.

Primeiro, há muitos livros com essa características e é quase impossível de se conhecer todos. Caso você tenha sentido a falta de algum, deixe nos comentários.

Segundo, livros como Piada Infinita, de David Foster Wallace, e Finningans Wake, de James Joyce, não vão ser citados, pois seu objetivo não é exatamente o final.

Terceiro, o caso Capitu traiu ou não em Dom Casmurro não será discutido, pois não é uma questão do fim do livro (mesmo que fique sem resposta), pois Dom Casmurro é muito mais do que uma traição.

Quarto, a partir daqui haverá muitos spoilers.

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A mulher do tenente francês, de John Fowles

Title: FRENCH LIEUTENANT'S WOMAN, THE ¥ Pers: STREEP, MERYL ¥ Year: 1981 ¥ Dir: REISZ, KAREL ¥ Ref: FRE013BG ¥ Credit: [ UNITED ARTISTS / THE KOBAL COLLECTION ]
Meryl Streep como Sarah na adaptação de mesmo nome do romance de Fowles. Será que ela está pensando com quem afinal ela ficou?
Não satisfeito com um fim, Fowles forneceu três. Charles deixa Ernestina por Sarah? Ou ele fica como prometera? Eles terminam felizes e casados? Ele tem um amor secreto infantil? Todas essas opções e mais são possíveis, dependendo de qual você prefira escolher.

O conto da Aia, de Margaret Atwood

Um daqueles livros que nos deixam balançando a última página para trás e para frente em busca de outro capítulo para nos dar a resposta desejada. A natureza incerta da última cena no romance distópico da autora canadense Margaret Atwood deixa muitos leitores injuriados. Quando Offred entra na traseira da van, temos apenas sua esperança e confiamos nela com todas as forças, porém não temos nenhuma pista sobre o que vai acontecer a seguir.

Villette, de Charlotte Brontë

“É óbvio, muito óbvio que ela merece um final feliz”, você pensa enquanto se aproxima do fim dessa história. A protagonista e narradora Lucy Snowe está feliz por poder criar um também. Mas quanto a contar se é certo, bem, isso não acontece. A própria Brontë descreveu o fim como um pequeno “quebra-cabeça.” Muito obrigado, Charlotte.

A vida de Pi, de Yann Martel

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Morrendo numa cama de hospital no México, Pi conta duas versões distintas da sua história para um policial. Quando ele lhes pergunta qual eles preferem, ele também se direciona a nós, leitores. Então, qual é a sua, animais ou humanos? Como todo bom final frustrante, não temos uma resposta correta. Como Martel disse: “A vida é uma história… E você pode escolher a sua.”

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Grandes Esperanças, de Charles Dickens

Muito já foi dito sobre a última linha de Pip. “Não vi nenhuma sombra de um adeus a ela,” ele diz ao leitor. Mas que tipo de adeus e que tipo de sombra ainda mantém o debate aberto. Aqueles que sempre buscam finais felizes vão dizer que essa é a prova de que ele e Estella andam em direção ao pôr do sol. Outros argumentam que ele terminou a relação pelo bem dela.

O Clube da Luta, de Chuck Palahniuk

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Se você viu o filme, você está bem consciente sobre o enigma apresentado no fim. Mas, cuidado, o livro tem um quebra-cabeça ainda maior. Depois de puxar o gatilho, o narrador acorda… em algum lugar. Seria o paraíso? Seria um manicômio? Ele diz que Tyler vai voltar, mas Tyler Durden não existe. Ou existe?

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Traduzido e adaptado de The Mirror.