Os efeitos positivos da leitura de romances para o cérebro

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Segundo um estudo da Universidade Emoroy, a leitura de romances permite que a pessoa se transporte, não só no sentido metafórico, mas também biologicamente, para o corpo do personagem, proporcionando assim efeitos positivos para o cérebro.

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Muitos dos efeitos positivos da leitura já viraram até clichês de tão debatidos: ampliar o vocabulário, estimular a criatividade, etc. No entanto, outro efeito curioso foi descoberto. Segundo uma pesquisa americana, a leitura de romances permite que a pessoa se transporte, não só no sentido metafórico, mas também biologicamente, para o corpo do personagem. Como isso funciona? A Universidade Emoroy convocou 19 voluntários para ler o romance Pompeii, de Robert Harris. Eles se comprometiam a ler 30 páginas por dia, devendo responder a questionários para comprovar a realização da tarefa. Além disso, antes, durante e depois do experimento, seus cérebros eram escaneados para monitorar as atividades. Os resultados das ressonâncias mostraram que: 1) a atividade da área de compreensão textual ficou mais ágil, ou seja, sua capacidade interpretativa foi desenvolvida e 2) a cada cena de ação, o cérebro respondia da mesma forma que responde às atividades físicas em questão: correr, nadar, etc.

Incrível, não é? Será que ler, além de tudo, emagrece? Bem, a pesquisa não fala sobre isso. Também não se sabe ao certo quanto tempo duram esses efeitos no cérebro, após o fim da leitura. Então, o ideal é estar sempre em contato com os romances, e livros em geral, um delicioso alimento para a inteligência.

Outra pesquisa, da Universidade de Washington e Lee, constatou que pessoas que leem têm mais empatia. A experiência foi feita de maneira simples: voluntários leram histórias curtas e em seguida conversavam com os pesquisadores sobre o quanto tinham gostado do texto; no meio da conversa, os pesquisadores derrubavam canetas no chão, fazendo parecer acidental. Foi percebido que, quanto maior a identificação com a história lida, maior a disposição a levantar e ajudar a recolher as canetas. Isso se explica devido à empatia que o leitor sente em relação aos personagens de um livro, o que o torna mais propício a ser tolerante e solícito com as pessoas na vida real.

Portanto, agora você já tem uma base científica para convencer aquele seu amigo que ainda não curte muito ler a mergulhar de cabeça no universo literário. Ele só tem a ganhar: além de se divertir com o enredo, pode se tornar uma pessoa mais ágil na interpretação textual, mais inteligente, mais legal, etc.

Está esperando o que para agarrar o livro mais próximo? Mãos à obra, quer dizer, cérebro à obra!