Quinta da Poesia – Nua e crua

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DESLOCAMENTOS LÍRICOS

Ser poeta
É cavalgar o espaço nas asas da águia
Escancarar a alma e ser coração
É sonhar o absurdo, superlativo do amor
Vaguear por céus e abismos
Olhar-se no espelho e ser quem não é
É tecer trilhas mentais e ir
Ir além…

Ser poeta é ser confins e superfície
É orbitar Netuno e a lua
Dos pássaros roubar as asas e o vôo
Subir os cumes e enxergar os vales
Delirar-se com figos dourados|
E sentir na boca o gosto do sol

Ser poeta é amar o mar e amar
Se embriagar das gotas de estrelas
E beber o aroma das tardes
Alcançar a cor das borboletas
E sorver da vida o mel e o fel

Ser poeta é se vestir de poesia
E ter arrebóis de loucura
É viver a vertigem da aurora
E espreitar a morte em vida
E quando o tempo termina
Sentir o efêmero
E o contrário eterno

Ser poeta é ser a própria poesia
E ser o fio da dor que o finda

Celeste Fontana

 

Ruptura

Poema
Poesia
Faça ressurgir
a alegria que jaz em ti

Estou  a resgatar
virilmente buscar
através da dor
o regresso do amor

Em meio ao caos
rompo e salto
abro as asas
e voo a teu encontro

Trazendo comigo
a paz e a harmonia
que jaz
em me humilhar
e servir

Juliano Rodrigues

Hoje o Quinta é assim, metapoesia nua e crua, sem intervenções! Espero que tenham gostado!
Venha e participe! Enviem seus poemas para [email protected] . Todas as quintas nos vemos por aqui. Amem, sintam, vivam, sejam poesia! Só não esqueçam de deixarem abaixo os seus comentários! Até breve! A paz!