Resenha: A Biblioteca Mágica de Bibbi Bokken – Jostein Gaarder e Klaus Hagerup

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A Biblioteca de Bibbi Bokken foi o primeiro livro do Jostein Gaarder que depois de tê-lo lido, fiquei com a sensação de que não me acresceu em nada. Geralmente os livros deste autor me cativam por sua capacidade de entreter, oferecendo um banquete filosófico muito agradável (vide O Mundo de Sofia, O Dia do Curinga e o Pássaro Raro).

A história é escrita como se fosse um livro de correspondências, onde Berit e Nils Boyum, prima e primo, tentam solucionar o estranho caso de uma misteriosa senhora chamada Bibbi Boken. Neste enredo, os dois adolescentes envolvem-se numa investigação do tipo Sherlock Holmes, chegando a um final que se não chega a ser inusitado, não é tão previsível.

A linguagem é simples, como um texto que é escrito para crianças deve ser; e, que fique claro, não considero nenhum demérito por isso; entretanto, o livro em si, deixou a desejar.

Para encerrar, o que salva são alguns trechos como este:

“…Pela primeira vez na minha vida, entendi o que é um livro. Um livro é um mundo mágico cheio de pequenos símbolos que podem ressuscitar os mortos e dar vida eterna aos vivos. É incrível, fantástico e “mágico” que as vinte e seis letras do alfabeto possam ser combinadas de tantas maneiras, que elas possam encher com livros estantes gigantescas, levando-nos para um mundo que nunca tem fim e nunca cessará de crescer e se expandir, enquanto na Terra, existirem humanos”.