Soneto de Inverno – Bernardo Pacheco

Tão bom é sentir o toque do vento
Gelar a face com beijo terno
Sentir o doce e afável momento
Que é a chegada triunfal do inverno

Tão bom é nas tardes vazias
Permanecer num ócio completo
Acompanhado somente das poesias
E daquele vinho predileto

Tão bom é ver a morte do dia
No horizonte aos poucos o sol morrer
Anunciando a imensurável alegria

Que a lua certamente irá trazer
Tão bom é me sentir findado
E no teu corpo infinitamente sepultado.





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