Crônica: Um Amor Bizarro – Juliano Rodrigues

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Josefina era uma mulher dura, do tipo mãe de família com origem italiana, com o típico sotaque do interior. Mas de uns tempos para cá algo mudou, a presença dele transformou sua rotina, ela só queira fazer amor com ele, todos os dias, não falhava uma noite sequer. Quando estava no serviço ficava só pensando nele, a que horas iria encontrá-lo, o que iria fazer com ele. Com as amigas, naquelas reuniões femininas de lazer fazendo compras, contava o quanto ele estava mudando sua pacata rotina em algo a mais. Até seu marido já havia aceitado a ideia dela estar com ele.

Seus filhos ainda não haviam entendido como ela passara tanto tempo com ele trancada no quarto todos os dias, não desejando ser incomodada. Ela já não se continha mais, não conseguia controlar, sua vontade de estar com ele era tanta que dispensava outros afazeres.

O marido bem que aproveitou no começo, ficava mais tempo livre sem ser incomodado, podia ir ao bar, curtir seu futebol, até seus programas de luta, antes proibidos “por causa das crianças” se tornaram liberados. Porém, com o passar do tempo esta obsessão dela começou a incomodar, estava cozinhando mal, deixando as crianças mal educadas. Ele sempre ajudava com o serviço da casa, com a educação das crianças, e agora, se via sobrecarregado. As crianças perguntavam: – Por que a mamãe está diferente? Ele, então percebera que era a hora de dar um basta.

Começaram então as brigas, aquilo já passara dos limites, Josefina não dava o braço a torcer, disse que nada mudara. Ele, por outro lado dizia que a casa estava ficando uma bagunça, as crianças faziam o que queriam, e que ela estava enlouquecendo. – Louca não!! Gritou ela, entrou no quarto e bateu a porta.

As brigas não cessaram, chegou o momento em que o marido teve de tomar uma posição firme, como nunca tomara antes. Proibiu ela de ver ele. Josefina chorou, viu que era a hora de escolher, finalmente percebera o quanto havia errado. O marido viu ela chorar, homens se constrangem ao ver mulheres chorando. Ela se sensibilizou quando ele a abraçou, viu que ainda o amava, movida pelo sentimento decidiu mudar, só não sabia como fazer, então indagou: – Amor o que faço agora? Não existe nenhum grupo para leitores anônimos.

Bem,  livros não vem com a tarja: Use com moderação.