Julio Cortázar, o homem que amava Adorno, seu gato

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Julio Cortázar é um dos nomes mais importantes da literatura argentina e mundial. Sua produção literária marcou o mundo dos livros tanto na América Latina quanto na Europa. Mas sabe quem foi uma de suas maiores influências? Os gatos. Um em especial.

Cortázar afirmava que ao se mudar para Paris, conheceu os três amores de sua vida. Três mulheres deslumbrantes, inteligentes e elegantes. Mas em Paris também conheceu seu gato.

O escritor argentino nomeou o bichano de Theodor Adorno, um dos filósofos que mais gostava. O pensador alemão é um dos nomes mais importantes da filosofia do século XX, pertencente à Escola de Frankfurt, um dos responsáveis pela teoria da Indústria Cultural. Apesar disso, o gato não era alemão, mas francês. Sobre ele, Cortázar dizia que era um gato “preto e canalha”.

Até mesmo os amigos de Cortázar, vez ou outra, afirmavam que o escritor olhos de gato, e seu gato, olhos de escritor. Em todas as grandes obras do autor os gatos são presença garantida. Não é por acaso que em seu romance mais conhecido, O Jogo da Amarelinha, a aparição dos felinos é mais que importante. O protagonista até mesmo tem um diálogo com um gato preto.

Seriam os gatos fonte de inspiração para a escrita?

Cortázar e Adorno, seu gato
Cortázar e Adorno, seu gato