Resenha: “O Corvo” e suas traduções – Edgar Allan Poe

Uma leitura rápida, porém necessária para quem se diz amante de literatura.

O poema “O Corvo”, de Edgar Allan Poe, é aceito como uma obra-prima da arte literária mundial, principalmente após ser aclamado e citado pelo francês Baudelaire. Em cento e oito versos o autor expõe a história de um sujeito que lamenta a perda de sua amada, Leonora. O cenário lúgubre, bastante comum na obra de Poe, tem seu lugar garantido, assim como a ilustre presença do Corvo, o qual ao ser indagado sobre seu nome responde: nunca mais (never more).

É válida a leitura do ensaio “Filosofia da composição”, em que Edgar Allan Poe explica como construiu o poema. Fato memorável é a crítica à ideia de inspiração que o autor faz.

Esta edição, a que me refiro, conta com o original em inglês (1845); duas traduções para o francês: Charles Baudelaire (1853) e Stéphane Mallarmé (1888); e sete traduções para o português: Machado de Assis (1883), Emílio de Meneses (1917), Fernando Pessoa (1924), Gondin da Fonseca (1928), Milton Amado (1943), Benedito Lopes (1956) e Alexei Bueno (1980).



Fica a recomendação para uma leitura rápida e gratificante.



Vilto Reis
Autor do livro "Um gato chamado Borges", professor de escrita criativa e apresentador do Podcast de Literatura 30:MIN.
Vilto Reis
Autor do livro "Um gato chamado Borges", professor de escrita criativa e apresentador do Podcast de Literatura 30:MIN.
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