30 livros brasileiros que muitas pessoas fingem já ter lido

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O Homo Literatus listou trinta livros da literatura brasileira, entre clássicos e livros contemporâneos, os quais muitas pessoas fingem que já leram para “não fazer feio” nas rodas de conversa sobre literatura

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Quem tem um grupo de amigos apaixonados por literatura brasileira sabe que em qualquer encontro, seja em café, faculdade ou bar, vai rolar aquele papo sobre livros e leituras. E aí sempre surgem frases como “Nossa, tô lendo um livro que você precisa conhecer!”, “Cê já leu algo do escritor fulano?”, ou aquela pergunta bem específica “Você já leu o livro X?”. É aí que a sinceridade literária pode falhar.

Algumas pessoas acreditam que é demonstrar fraqueza, falta de conhecimento ou má formação (no que compete à literatura) quando dizem que não leram um clássico, um grande best seller ou o livro contemporâneo que tem sido muito lido e comentado.  Desse modo, acabam por mentir, dizer que leram isso ou aquilo, para “não fazer feio”.

Uma recente pesquisa da BBC Store, publicada pelo Telegraph, listou 20 livros que os britânicos mais fingem ler. Para os que praticam esse ato, ver que não é o único que não leu Leo Tolstoi ou Lewis Carrol pode ser algo que provoca alívio, que tira um peso das costas.

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Bem, essa pesquisa fez nós, do Homo Literatus, pensarmos quais são os livros brasileiros, entre clássicos e publicações mais recentes, que nas rodas de conversas sobre literatura muitos alegam já ter lido.

E aqui vai a nossa lista de livros da literatura brasileira que muitas pessoas fingem que leram:

– Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis
– Gabriela, cravo e canela, de Jorge Amado
– Incidente em Antares, de Érico Veríssimo
– Dois irmãos, de Milton Hatoum
– Os sertões, de Euclides da Cunha
– O Ateneu, de Raul Pompeia
– O Filho Eterno, de Cristovão Tezza
– O Guarani, de José de Alencar
– As meninas, de Lygia Fagundes Telles
– A bolsa amarela, de Lygia Bojunga
– Eles eram muitos cavalos, de Luiz Ruffato
– Nove noites, de Bernardo Carvalho
– Cidade de Deus, de Paulo Lins
– Vidas secas, de Graciliano Ramos
– Asfalto Selvagem: Engraçadinha, seus pecados e seus amores, de Nelson Rodrigues
– O evangelho segundo Hitler, de Marcos Peres
– Leite derramado, de Chico Buarque
– Para viver um grande amor, de Vinicius de Moraes
– Toda poesia, de Paulo Leminski
– Poética, de Ana Cristina Cesar
– Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa
– A hora da Estrela, de Clarice Lispector
– Lavoura Arcaica, de Raduan Nassar
– Sentimento do mundo, de Carlos Drummond de Andrade
– Triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto
– Poema sujo, de Ferreira Gullar
– Viva o povo brasileiro, de João Ubaldo Ribeiro
– A obscena Senhora D., de Hilda Hilst
– O Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna
– O quinze, de Rachel de Queiroz.