7 Motivos para você fazer uma oficina literária

Veja uma lista de motivos para você procurar uma oficina literária hoje mesmo, caso deseje se tornar escritor.


As pessoas têm medo de fazer oficinas literárias.

Parte delas argumenta que nenhum gênio fez oficina. Ou que talento ou dom não se ensinam, que inspiração não se compra. Outro grupo acusa os encontros de provocarem nada mais do que já se espera do escritor, o desenvolvimento de um bom leitor. Ou ainda que servem apenas para polirem os egos uns dos outros em elogios mútuos. Pessoas que provavelmente aspiram voltar ao século XIX e, usando de penas e tinteiros, escrever seu grande livro, após um suposto raio de inspiração.

Claro, cada artista tem um caminho único, no entanto todos os grandes aprendem e desenvolvem técnicas que os ajudam nos processos.

Leia também: Como uma oficina literária online pode te ajudar a melhorar sua escrita?

Para quem quer ganhar tempo e aprendizado,  elenquei 7 motivos para cursar uma oficina literária. Vamos a eles:

1) Oficinas literárias existem há anos

Em 1936, John Gardner criou nos Estados Unidos o Programa em Escrita Criativa da Universidade de Iowa. No Brasil, o escritor Cyro dos Anjos coordenou em 1962 o ciclo nacional de oficinas literárias na Universidade de Brasília. Outras oficinas foram criadas em 1966, por Judith Grossmann na Bahia; e em 1975, no Rio de Janeiro,  por Silviano Santiago e Affonso Romano de Sant’Anna.

2) Escritores clássicos e contemporâneos participaram de oficinas

J.D. Salinger e Raymond Carver estão entre os grandes autores que passaram por este processo. E o que falar de uma das mais tradicionais oficinas literárias de nosso país, ministrada por Luiz Antonio de Assis Brasil, que entre outros escritores, formou: Michel Laub, Cíntia Moscovich, Daniel Galera, Paulo Scott e Carol Bensimon.

3) Todo artista se dedica a aprender

Pintores estudam técnicas de seus antecessores. Compositores dedicam-se a conhecer diferentes ritmos, melodias e instrumentos para compor grandes obras. Cineastas procuram entender de equipamentos, dramatização, design de ambientes entre outras aptidões. Por que você acha que com o escritor seria diferente?

4) Você aceita um desafio?

Os desafios propostos fazem com que os alunos experimentem diversos tipos de histórias e situações, que talvez não tentassem por conta própria.

5) Não é preciso reinventar a roda (talvez só descobrir novos usos para ela)

Ao se expor a técnicas de diferentes escritores, aproveitando para debates e sempre respeitando o estilo de cada um, treina-se o olhar para notar os detalhes e particularidades do texto. Desta forma, faz-se da leitura de cada linha um constante aprendizado.

6) Compartilhe seus textos e aprenda a lidar com críticas

Gênios da literatura como Rilke, Kafka, Flaubert e Eça de Queiróz refletiam sobre seus trabalhos, seja em leituras para amigos, escrevendo e reescrevendo ou em cartas destinadas ao que hoje chamamos de leitores-beta. Que tal começar a refletir e discutir a sua literatura?

7) A oficina literária faz você ganhar tempo

O escritor que fica tateando em busca de sua própria voz literária sem nenhuma ajuda é como quem tem dificuldades para enxergar. Até pode encontrar seu caminho, mas vai levar muito mais tempo. A técnica literária é como os óculos, tornam as possibilidades bem mais visíveis.

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Importante dizer que não estou falando isso da boca para fora. Sou “rato de oficina”, como costumamos brincar. Oficinei com Luiz Ruffato, Victor da Rosa, Maicon Tenfen e Marcelino Freire. E esse aprendizado, somado ao meu interesse cada vez maior em melhorar minha escrita, fizeram com que ganhasse um bom tempo de desenvolvimento.

Publiquei o romance Um gato chamado Borges (Nocaute, 2016), editei a revista de contos Pulp Fiction, escrevi uma monografia sobre as técnicas narrativas de Hitchcock, fiz alguns copidesques e ministrei oficinas literárias.

Agora gostaria de compartilhar essas experiências com outros escritores.

Portanto lancei o site RUSGA – Cursos Para Escritores, 

Caso deseje saber mais informações, clique no banner abaixo. E não deixe de experimentar as oficinas literárias disponíveis e as que estão por vir!

Vilto Reis Autor

Autor do livro "Um gato chamado Borges", professor de escrita criativa e apresentador do Podcast de Literatura 30:MIN.