Personagens de livros que amam livros

Também amamos livros – temos pelo menos isso em comum com eles

Hermione-GIF-s-hermione-granger-34185712-500-211Os prazeres da leitura são multifacetados: lemos para experimentar novos mundos, para enxergar a vida pelos olhos de outra pessoa, adquirir alguma sabedoria única às conversas profundas e pessoais que a leitura oferece, e para nos vermos nos personagens que amamos.

Naturalmente, parte de se enxergar em um personagem de um livro depende se esse personagem também lê. Há incontáveis ratos de leitura nas vastas páginas da literatura, e mesmo sendo impossível nomear todos, adaptamos uma lista do The Reading Room e lembramos de alguns.

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Hermione Granger da saga Harry Potter, J.K. Rowling

Hermione Granger é a prova do imenso poder da palavra escrita. Sem ela e seus feitiços que vieram da leitura, a história de Harry Potter teria sido muito diferente. Talvez mais curta.

 

Elizabeth Bennett de Orgulho e Preconceito, Jane Austen

Apesar de Jane Austen nos ter presenteado com muitas opções para incluir aqui, feito Catherine Morland de Northanger Abbey, vamos com Elizabeth Bennett. Ela se diferencia de seu círculo social e ambiente e seu jeito único se deve, em parte, ao seu amor pela literatura.

 

Scout Finch de O Sol é para Todos, Harper Lee

O amor de Scout pela leitura é incentivado pelo pai dela, Atticus, um homem experiente que sabe das lições de empatia que um bom livro inspira. A obra-prima de Harper Lee é um desses livros.

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Matilda Wormwood de Matilda, Roald Dahl

Matilda é uma criança intelectual e leitora de livros, como Dahl a descreveu. Por causa disso, ela passa mais tempo em casa com os pais e nem sempre é entendida. Apesar do enredo ter seu voos fantasiosos, como possíveis poderes de telecinésia da protagonista, os testes de uma amante de livros estão no centro dessa história e ressoam fortemente.

 

Holden Caulfield d’O Apanhador no Campo de Centeio, J.D.Salinger

Holden se esforça para se encaixar, entender e aceitar o mundo como vê e criar algum vínculo significante com outras pessoas, o que é uma descrição de um amante de livros como nunca houve. Uma de suas frases mais famosas é “sou meio analfabeto, mas leio muito”, e descreve sua adolescência confusa, sua humildade e sua capacidade para tentar entender melhor o mundo pela literatura.

 

Tyrion Lannister da saga Game of Thrones, George R.R. Martin

Em um mundo preenchido com lutas, bravuras sem cautela e lâminas afiadas, Tyrion Lannister se distancia por se dedicar a seu aperfeiçoamento mental. Ele faz isso por um método testado e verdadeiro: se senta em uma biblioteca e lê.


Liesel Merminger d’ A Menina que roubava livros, Markus Zusak

O título entrega o amor da protagonista por leitura. Não era fácil conseguir livros durante a segunda guerra mundial, então Liesel Merminger começou a roubá-los de uma vizinha rica. Isso serve também de lembrança da beleza que se pode encontrar nos livros, principalmente em circunstâncias difíceis, além do quanto longe se vai para experimentar essa beleza.

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Guy Montag de Fahrenheit 451, Ray Bradbury

A distópica obra-prima de Bradbury acontece em um mundo onde livros são objetos fora da lei e ‘bombeiros’ são encarregados de os queimar. Guy Montag, um desses bombeiros, fica confuso com essa função e começa a confiscar e ler livros para saber se eles têm algum valor. Claro, sabemos que têm.

Walter Bach Autor

Colaborador desde 2014 do Homo Literatus, incluindo tradução, revisão e redação; coeditor de junho de 2015 a agosto de 2018 Colaborei no portal A Escotilha, de Curitiba/PR, de 2015 a 2016.