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Resenha: A Morte de Ivan Ilitch – Leon Tolstói

A pequena novela (de apenas 100 páginas na coleção da LP&M Pocket) é mais uma obra-prima deste genial escritor Russo.

O livro trata do que está explícito no próprio título do livro, focando-se principalmente, em boa parte, na agonia da doença de Ivan, o qual potencializa a sua depressão e certeza de morte. O personagem principal nos é apresentado nas primeiras páginas, com o escritor sempre dispondo a falsidade da aristocracia russa; até que Ivan se encontra acamado, e tem que lidar com a solidão em que se encontra, apesar de estar cercado da família e dos “amigos”. Ivan Ilitch passa a se questionar por que aquela doença lhe assaltara, e acaba se colocando diante da dúvida se teria vivido realmente de maneira correta.

A incrível descrição e relação com a doença pode ser evidenciada neste trecho:

Mas bastava sua esposa dizer, assim que o via carregar ele mesmo alguma coisa: “Deixe que os empregados fazem isso, você vai se machucar outra vez” e imediatamente ela punha os olhos para dentro do abrigo que a protegia. Ele podia vê-la. Ela só dera uma espiada e ele tinha esperanças que desaparecesse, involuntariamente. Via-se esperando por ela – e lá estava, a mesma de antes, doendo, doendo o tempo todo e agora já não podia esquecê-la e ela olha atentamente por detrás das flores. “De que adianta isso tudo?” (pg. 67)

Para finalizar, apesar de tratar de temas tão delicados como a morte e a falsidade, o escritor consegue ser suave, caracterizando aos apreciadores de bons textos, uma leitura agradável.

É idealizador do site Homo Literatus, além de apresentador do podcast 30:MIN e de inúmeras séries de vídeos no Youtube. Tem contos publicados nas revistas Pulp Fiction, Flaubert, Raimundo, Pluriversos e no portal hispânico CuentoColectivo. Procura por uma editora para seu romance "Um gato chamado Borges", finalista do Prêmio SESC 2015.

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