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Resenha: Histórias extraordinárias – Edgar Allan Poe

O talento de Poe como contista é algo reconhecido mundialmente. Seus contos caminham por três terrenos: policial, terror e cômico. Em vários deles, no entanto, os terrenos se mesclam formando combinações únicas.

O livro “Histórias extraordinárias” é uma coletânea de contos de Edgar Allan Poe selecionados, traduzidos e apresentados por José Paulo Paes.

Preciso deixar registrado que foi meu primeiro contato com este autor incrível. Vários dos contos ainda ressoam em meus pensamentos, abrasam meu coração e claro me deixam de pelo arrepiado. Não vou falar de cada um deles, mas um pouco do estilo do autor. A forma como

 ele constrói uma atmosfera de suspense acaba por prender o leitor página por página. Poe sempre começa com descrições minuciosas, porém com aquela técnica de um ilusionista, que constrói o mistério para o golpe final.

Meus contos preferidos foram: Ligeia, Pequena palestra com uma múmia, A carta roubada,  O sistema do doutor Alcatrão e do professor Pena, O escaravelho de ouro e O retrato ovalado.

É uma leitura para quem quer conhecer um pouco de genialidade.

É editor e idealizador do site Homo Literatus, além de apresentador do programa de televisão LiteratusTV, do podcast 30:MIN e das séries de vídeos QuestionBook e A Arte de Contar Histórias Por Escrito. Tem um conto publicado na Revista Flaubert #06 e #11. Finalizou um romance que pretende publicar em 2015.

2 comments

  1. Débora Jael disse:

    Eu gosto muito dos contos do Poe…fico arrepiada só em pensar em “O gato preto” e “O barril de Amontillado”. São contos que surpreendem pela crueldade do personagem e, no entanto, a narrativa é tão envolvente que não é possivel parar de ler!
    É importante lembrar que Poe “fundou o gênero de histórias de detetive, além de ter influenciado inúmeros escritores, em particular aqueles pertencentes à escola simbolista francesa.” (retirado de “O gato preto e outros contos”,tradução de Guilherme da Silva Braga, Editora Hedra 2011.
    Mas fugindo um pouquinho do Poe, estou a me lembrar do Balzac em “Outro estudo de mulher” (A comédia Humana)o narrador apresenta um lugar e uma história semelhante ao estilo “Poe” na descrição (é possível lembrar-se nitidamente da visão da mansão de “A queda da casa de Usher), na crueldade do marido (uma parede é erguida para matar alguém, como em “O barril de Amontillado”). Vilto, já pensou nisso? Dá para imaginar como? O estilo de um aparecendo no texto do outro? É a genialidade, como classificaste muito bem.

    • Vilto Reis disse:

      Provavelmente as fontes de ambos foram parecidas. Mas realmente o Poe escreve de uma forma vibrante, existe vitalidade no texto dele.

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