Relatos selvagens: Damián Szifron, Max Aub e Thomas Hobbes unidos pela barbárie

Uma das maiores bilheterias argentinas, produzido pela El deseo dos irmãos Almodóvar, Relatos selvagens de Damián Szifron é um filme que se assemelha aos “Crimes exemplares” de Max Aub e que endossa a natureza lupina do homem, defendida por Hobbes

damien-szifron
Damián Szifron gravando

Há filmes que se parecem com livros e livros que se parecem com filmes. Isso a gente atesta quase que o tempo todo enquanto lê ou assiste. Não falo das adaptações de livros em filmes – que são muito famosas por seu reducionismo, pelo “resumão” dos livros. Falo de um jeito de escrita quase plástico ou cinematográfico que alguns autores têm (tiveram ou terão) e do jeito quase intimista, curto e violento, típico dos contos “fodásticos”, com o qual alguns diretores de cinema dirigem e montam seus roteiros.

E um dos momentos de maior alegria na vida de um escritor Zé ninguém que de vez em quando faz algo bastante plástico (e escondido do público, que não sabe quem é esse Sr. Zn) é ir ao cine despretensiosamente, apenas para distrair-se com algum roteiro batido e se deparar com algo gigante, com uma película que poderia muito bem ser um livro de contos fodástico! Foi isso que se passou comigo num domingo de maio no Cinema São Luiz ao me sentar diante da tela na qual reluzia o nome de Damián Szifron, um argentino – parafraseando Schopenhauer: sim, um filme pode ser importante, seja quem for o diretor, inclusive um ar-gen-ti-no…

Mas o fato é que, para além das fronteiras da rivalidade besta de hermanos cunhada pela política internacional há mais de 500 anos e endossada pelo futebol, o argentino Damián Szifron construiu uma obra-prima! Relatos Salvajes é um filme como um livro de contos – sim, reconheço que esse comparativo é típico de minha visão de escritor, mas faz parte! E como assim um filme como um livro de contos? Um roteiro antológico que reúne várias histórias não necessariamente conexas que retratam temas que se tocam e se interpenetram fortemente, quase eroticamente e que ganham um caráter universalizante a partir do momento em que, embora passadas na Argentina, refletem não a realidade de um país ou dois, mas da humanidade.

E o erotismo em Relatos Salvajes não só existe na noiva traída (último relato) que se entrega para um cozinheiro no teto do prédio como retaliação, ou na cena de sexo entre os noivos reconciliados que expulsa a todos do casamento-fiasco – cenas essas, aliás, que nem despertam libido, mas estranhamento e surpresa –, mas o erótico reside na forma como Szifron une sensualmente, com a maestria de um regente, a tragédia e a comédia em todo o filme.

41111020141113011114
Cena do último relato de Relatos Selvagens

O primeiro relato selvagem é de um rapaz cujo nome é citado ocasionalmente num avião e aos poucos é alastrado em toda a aeronave como num efeito dominó. Gabriel Pasternack é o cara traído por uma modelo de moda com seu único amigo, é o músico rechaçado e ridicularizado por uma banca de jurados atroz, é o aluno reprovado por uma professora senil, o cliente ferrado de um psiquiatra estelionatário e o copiloto de um avião no qual todos os seus desafetos ganharam passagens aéreas de graça e são seus passageiros, sem saber. O relato-prólogo que começa bastante simples, ganha ares de comédia que são interrompidos por algo trágico e catastrófico: a queda proposital da aeronave.

Essa cena da queda, aliás, é construída de uma forma totalmente cômica e irônica (e isso é o que gera inicialmente o estranhamento do público), no entanto, de repente esse mesmo público se vê estagnado, silenciado nas poltronas ante a recordação do trágico caso Germanwings ocorrido em março desse ano, no qual o copiloto Andreas Lubitz derrubou um avião com mais de 150 pessoas nos Alpes franceses, propositadamente.

Veja: o filme, que estreou em outubro do ano passado, nada tem com isso. Trata-se daquela velha história que a gente lê num livro e mais tarde vê ocorrendo na realidade, o que demonstra o quanto aquilo que é ficcional pode ser o reflexo do real, ainda que estranha e monstruosa seja a narrativa, o que apenas delineia como estranhos e monstruosos também são os fatos – e no fundo o âmbito do artista é o da verossimilhança, mesmo o nonsense de Carroll é verossímil quando interpretado sob o olhar da crítica social, por exemplo. E mais ainda, a meu ver isso ainda demonstra o acerto do raciocínio de Szifron de que a barbárie circunda a civilização.

Embora isso, o cine BFI de Londres avisa ao seu público antes de rodar o filme argentino: “Por favor, atenção: ‘Relatos selvagens’ é uma obra de ficção, e qualquer semelhança com fatos reais é uma coincidência não intencional e lastimável”. Esse aviso, contudo, está implícito em toda obra de ficção. O velho Buk, por exemplo, com seu sarcasmo notável escreveu frases como “esse romance é obra de ficção e nenhum personagem pretende reproduzir pessoas ou combinações de pessoas vivas ou mortas” como aviso prévio ao romance Mulheres e “essa é uma obra de ficção dedicada a ninguém” como aviso prévio ao Cartas na rua, embora se saiba que ambas as obras retratam a vida do anti-herói Henry Chináski que nada mais é que o alterego do próprio  Henry Charles. Tanto em Bukowski quanto em Szifron a vida parece se resumir nessa palavra: ironia.

O segundo relato é o de uma garçonete que numa noite fatídica vê-se obrigada a atender um único cliente que é ninguém mais que o agiota responsável pelo suicídio do seu pai e pela desgraça de sua família. Estressada, sobretudo por ter de dissimular bons modos ao cliente conhecido (por quem nutre ódio), que não a reconhece e acima de tudo se mostra estúpido e grosseiro, a garçonete divide com a cozinheira sua história e o que a perturba, sendo aconselhada por esta última a envenenar a comida do homem.

Num diálogo contínuo e cômico nas idas e vindas da garçonete do salão de atendimento à cozinha, a cozinheira elenca as razões para que a garçonete mate o indivíduo com veneno de rato, enquanto do outro lado, no salão, o agiota, ironicamente, ainda pede para que a moça escolha a sua propaganda de campanha, vez que está saindo candidato a prefeito – o que demonstra o caminho totalmente inverso de sucesso que trilhou em contrapartida à família arruinada da moça e desperta nela sentimentos de repulsa, inveja, injustiça e rancor.

O desfecho é inesperado: a moça descobre que o filho do cara chega do nada para jantar com ele e que a cozinheira, sem lhe dizer já pôs veneno de rato nas batatas fritas que ambos comem. Desesperada, tenta evitar que o homem coma as fritas, ele insiste arrogantemente que vai comer, ela derruba as fritas sobre ele, tudo isso enquanto o rapaz já começa a passar mal, e o homem se agarra ao pescoço dela com raiva e caem ambos no chão, momento este em que chega a cozinheira silenciosamente por trás e com uma faca enorme de retalhar porcos, esfaqueia o agiota várias vezes diante de seu filho, até que este, morto, se estende no chão e derrama seu sangue vermelho escuro no salão, melando inclusive o rosto da moça. Nas poltronas parece imperar o silêncio também nesse arremate.

maxresdefault

Pegando carona na vibe quase surrealista do desfecho da história da garçonete, da cozinheira e do agiota candidato a prefeito, desliza na grande tela um homem bem vestido em seu carro de luxo numa estrada desértica, quase andina (terceiro relato), até que em sua frente vê-se uma lata velha lenta ocupando uma das faixas. Podendo simplesmente ultrapassá-la, o homem do carro de luxo prefere quase encostar na traseira do carro e buzinar para que o dono da lata velha lhe dê passagem. O mundo é dos ricos: parece dizer – atitude essa muito comum também no Brasil, irmão de terceiro mundo da Argentina, onde nas estradas há hierarquias constituídas quase como castas, em função das marcas dos carros. O motorista da caranga, por sua vez, não sai da frente e quando o carro de luxo tenta ultrapassar, fecha a sua passagem duas vezes em ambas as faixas da estrada. Por fim permite que o ricão passe e este, protegido pelo seu possante veloz, faz questão de abrir o vidro e lançar um xingamento que atinge a condição de pobre e a velharia do carro do outro. Após isso segue na estrada a toda velocidade. Mas para sua surpresa, tudo foge ao seu habitual controle quando o pneu direito traseiro estoura, e, encostando no acostamento direito da estrada, diante de uma ponte, tenta ligar pra seguradora pedindo que mandem um mecânico vez que nem trocar o pneu de um carro o ricão sabe – devia pensar que era o típico trabalho do qual não era digno. E por isso, como no mito da tartaruga e da lebre, a lata velha o alcança.

A partir daí, ambos homens trocarão insultos e se inicia a catástrofe da violência nua e crua, a apologia do poder nu russelliano. Com o macaco com o qual o cara do carro de luxo tentava trocar os pneus, o homem da lata velha tenta arrombar o blinde do possante, incansável ainda urina e defeca sobre o carro; irado o homem do carro de luxo, assim que o outro entra na lata velha, provavelmente cansado da briga até então empreendida, acelera e encosta na traseira do outro carro e empurra-o até que ele caia da ponte. Ferido e ensanguentado o dono da lata velha sobe enfurecidamente atrás do outro, que já se prepara pra fugir, e o ameaça. O dono do carro de luxo, mesmo longe resolve voltar para atropelar o outro e após duas tentativas o pneu que não foi bem trocado solta-se do carro e, em mais uma ironia, o carro de luxo cai da ponte em cima da caranga.

Enquanto o ricão está desmaiado sobre o airbag, o outro abre o porta-malas e começa a arrombar as poltronas, o objetivo agora é a maior de todas as vinganças, de todas as justiças: a morte. O outro desperta e ambos começam a se golpear, um com um extintor de incêndio e o outro com um pé de cabra. O carro solta uma música romântica enquanto os dois abraçados tentam se matar, o que é o clímax da comédia e arranca risadas estridentes de todo o público, numa alusão nua e gratuita da velha máxima latina do ridendo castigat mores. O ricão por fim consegue se desvencilhar do outro, mas cai pendurado pelo cinto do carro no abismo da ponte e enquanto está quase se enforcando o outro sai e ateia fogo ao tanque do carro. Num arroubo de força o ricão ainda consegue voltar ao interior do carro e agarra o outro pelo pé, trazendo-o para dentro. O carro explode e agora já não há mais quaisquer antagonismos entre os protagonistas, não existe mais o rico e o pobre, o bem vestido e o maltrapilho, os dois esqueletos carbonizados restam abraçados na morte e vão para os registros do comissário de polícia como possíveis vítimas de um crime passional.

aub
Max Aub

Essa enorme ironia seguida de partes chocantes de violência extrema, homicídios praticados de modo sanguinário por motivos fúteis ou por razões contornáveis, lembra-nos ainda o velho escritor espanhol Max Aub (1903-1972), que estreou no Brasil em 2003 com sua obra Crimes exemplares, que narra com ironia e quase sarcasmo, a forma chula da cobertura midiática a crimes e as razões elencadas por criminosos os mais diversos para cometer seus impropérios, cada narrativa de Aub é um relato selvagem:

“Era mais inteligente do que eu, mais rico do que eu, mais desenvolto do que eu; era mais alto do que eu, mais bonito, mais esperto; vestia melhor, falava melhor; se os senhores julgam que isto não são atenuantes, é porque sois tontos. Pensei sempre na maneira de me desfazer dele. Fiz mal em tê-lo envenenado: sofreu demasiado. Isso, lamento. Queria que morresse depressa.”

“Começou a mexer o café com leite com a colherzinha. O líquido aflorava o bordo do copo, levado pela acção violenta do utensílio de alumínio. (O copo era ordinário, o lugar barato, a colherzinha gasta, roída de tanto utilizada.) Ouvia-se o ruído do metal contra o vidro. Riz, riz, riz, riz. E o café com leite dando voltas e mais voltas, com uma concavidade no centro. Maelstrom. Turbilhão. Eu estava sentado na sua frente. O café estava cheio. O homem continuava a mexer e a remexer, imóvel, sorridente, olhando-me. Algo crescia dentro de mim. Olhei-o de tal maneira que se sentiu na obrigação de explicar:

– O açúcar ainda não se dissolveu.
Para me provar, deu umas pancadinhas no fundo do copo. Voltou depois com energia redobrada a mexer metodicamente a beberagem. Voltas e mais voltas, sem descanso, e o ruído da colher no bordo do vidro. Raz, raz, raz. Sempre, sempre, sempre sem parar, eternamente. Volta e revolta e volta. Olhava-me sorrindo. Então, puxei da pistola e disparei.”

“Sou barbeiro. É uma coisa que pode acontecer a qualquer um. Até me atrevo a dizer que sou um bom barbeiro. Cada um tem as suas manias. A mim, incomodam-me as borbulhas.

Foi assim: comecei a barbeá-lo calmamente, ensaboei-lhe o rosto com destreza, afiei a navalha no assentador, experimentei a suavidade do fio na palma da minha mão. Sou um bom barbeiro! Nunca desiludi ninguém. Além disso, aquele homem não tinha a barba muito cerrada. Mas tinha borbulhas. Reconheço que aquelas espinhazitas nada tinham de especial. Mas incomodam-me, põem-me nervoso, revolvem-me o sangue. Fiz a primeira passagem, sem problemas; na segunda sangrou um pouco. Não sei o que então me deu, mas acho que foi uma coisa natural, aumentei a ferida e depois, não pude resistir e, de um golpe, decepei-lhe a cabeça.”

Vê-se claramente que, assim como em Szifron, em seus Relatos Selvagens, os Crimes Exemplares de Max Aub são praticados pelos mais diversos motivos, quase que sempre de uma forma inesperada pelas vítimas, em situações que seriam normalmente contornadas pelo ator da sociedade que soubesse fazer o papel de bom mediador, mas que levaram os protagonistas ao cúmulo da raiva, da impaciência, utilizando-se da morte quase como numa alusão à desmistificação mexicana de seu sentido penoso, como uma alternativa para terem paz. Em suma, é o típico ambiente da queda das máscaras do convívio social, onde o homem emerge como o lobo da estepe, de Hesse, ou como o lobo do outro homem, de Hobbes.

O quarto relato de Szifron ainda conta a história do engenheiro bem-sucedido que enfrenta a um só tempo uma crise no casamento e o sistema corrupto, burocrático e kafkaniano de multas argentinos, um sistema tão parecido com o nosso Detran onde somos multados muitas vezes por não atendermos à concussão (os famosos “pedidos de tocos”) dos agentes de trânsito. Multado várias vezes indevidamente, jorrando rios de dinheiro no sistema corrupto de multas de trânsito, o engenheiro num acesso de raiva ataca uma agência de guincho e é fotografado, virando capa dos jornais da cidade. De uma hora para outra vê-se metamorfoseado numa barata repulsiva tanto quando o Gregor Samsa de Kafka, demitido do seu trabalho justamente por deixar de ser, aos olhos da empresa, aquele “homem razoável” que era a forma como Samsa era visto por seu gerente antes de se tornar repulsivo. Ao desastre segue-se o divórcio e a briga em juízo pela guarda da filha. Ensandecido, resolve implantar uma bomba de implosão de prédios na mala do carro e deixá-lo, dessa vez propositadamente, num lugar irregular. Quando o carro é guinchado e vai ao pátio da empresa, o engenheiro aciona a bomba que explode para horror de todos.

Tachado inicialmente como um atentado terrorista, logo a explosão é esclarecida e o engenheiro, embora preso, justificado ante a denúncia de toda a corrupção e todo o suplício que passara e que o levara àquele “ato de loucura”, que nada mais foi que uma válvula de escape. Ganhando fama nacional, é chamado “el bombita”, passando a ser amado por todos os colegas no presídio, inclusive pela mulher e filha, que resolvem estar presentes em seu aniversário. Momento em que nos perguntamos: acaso o homem hoje precisa da loucura para se fazer compreendido?

ricardo-darin
Ricardo Darin interpretando “El Bombita”

Ainda sobre corrupção, vem o quinto relato, último da presente matéria, considerando que já iniciamos falando do sexto. Um adolescente da primeira classe sai à noite dirigindo o carro importado do seu pai após uma bebedeira num bar com amigos e atropela uma mulher grávida que morre junto com seu bebê. O crime é coberto por toda a imprensa à moda dos abutres e a população indignada deseja justiça, isto é: vingança. O rapaz, como sempre ocorre nesses casos, corre pros braços dos pais que tentam resolver a questão comprando o seu jardineiro, oferecendo quinhentos mil para que ele assuma a culpa no lugar do filho idiota. No desenrolar da história, tanto o advogado de confiança da família, que faz a mediação, quanto o inspetor de polícia cobram rios de dinheiro, o jardineiro ainda eleva sua exigência para um apartamento à beira mar e o pai milionário explode, mandando o filho assumir a culpa por que não vai pagar aquele rio de dinheiro a todos aqueles corruptos, embora ele mesmo tenha sido o primeiro. Nesse baile de corrupção o desfecho é já esperado, o inspetor de polícia, o advogado e o jardineiro se contentam com os quinhentos mil iniciais e este último é fortemente agredido pela multidão que apenas queria um Judas para verter seu ardor de vingança.

O próprio Damián Szifron em entrevista já havia reconhecido que os Relatos Selvagens surgem de situações cotidianas que geram frustração ou contrariedade em razão de certas relações interpessoais que resultam daninhas na sociedade:

“Como guionista y como director, puedo hacer algo con la frustración y el enojo que me producen ciertas situaciones cotidianas o ciertas relaciones entre las personas que me resultan dañinas. Cuando la gente vive una situación dramática, se deprime y se estresa; yo puedo utilizar eso como combustible para la ficción, y a partir de esos pequeños enojos construir historias. Creo que eso es lo que hace en general un guionista o lo que pasa en cualquier tipo de disciplina artística; convertís la negatividad del entorno en un dispositivo que es posible comunicar y que te permite transformar esa energia.”

Em suma, seja em Damián Szifron, seja em Max Aub o que vemos é que a tese de Hobbes nunca esteve tão viva e seu único engano é que para pô-la em prática não precisamos encarar o antigo estado de natureza como um retorno à pré-história, nem muito menos à antiguidade na qual ainda não falávamos, apenas emitíamos sons guturais enquanto dançávamos em volta de uma fogueira. A barbárie é vizinha da civilização, a sociedade é um embuste para mera proteção dos mais frágeis e por trás de todas as máscaras e de todo o floreio dos convívios sociais, da etiqueta e da ética, existe um indivíduo que é bem maior do que tudo isso, mas que por estar acorrentado e acossado constantemente, pode vir à tona não como o ser que empreende um autoconhecimento, mas como um lobo cansado de engolir sapos, enlouquecido para desferir golpes e arrancar sangue da carne dos outros.

 

Referências:

AUB, Max. Crimes exemplares. São Paulo: Amauta, 2003.

ASSUMÇÃO, Moacir. Rivalidade com Argentina tem 500 anos. Disponível em: http://guiadoestudante.abril.com.br/aventuras-historia/rivalidade-argentina-tem-500-anos-435110.shtml.

BUKOWSKI, H. C. Mulheres. O capitão saiu para o almoço e os marinheiros tomaram conta do navio. Cartas na rua. Porto Alegre: L&PM Editores, 2014.

BURSTEIN, Sergio. Entrevista com Damián Szifrón, director de Relatos Salvajes (Wild Tales). Disponível em: http://www.manganzon.com/entrevistas-de-cine/3928-entrevista-con-damian-szifron-director-de-relatos-salvajes-wild-tales.html.

G1. ‘Relatos selvagens’ tem alerta em cinemas após queda de avião. Disponível em: http://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2015/03/relatos-selvagens-tem-alerta-em-cinemas-apos-queda-de-aviao.html.

HOBBES, Thomas. Leviatã. São Paulo: Martin Claret, 2007.

Mario Filipe Cavalcanti Author

Advogado graduado pela Ufpe, escritor, prêmio Pernambuco de literatura com o livro "Caninos amarelados" (Cepe, 2016), leitor voraz e pianista retraído, é ainda algumas coisas mais e, sobretudo, absolutamente nada.